Autos: órgãos se reúnem para combater pirataria de peças falsificadas

GMA quer implantar um plano de ação que visa informar o consumidor sobre a certificação compulsória de peças

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SÃO PAULO – Os consumidores terão mais informações a respeito da falsificação de peças de veículos. Isso porque o GMA (Grupo de Manutenção Automotiva) definiu um plano de ações que será implantado neste ano com a participação de empresas do setor de peças. A ideia é informar o consumidor sobre a certificação compulsória de peças e a implantação de rastreabilidade de produtos no varejo.

Para o setor de peças automobilísticas, com a certificação compulsória haverá um padrão de qualidade definido que deverá ser seguido pelo mercado. Dessa forma, peças que não atendem às especificações mínimas exigidas pelas montadoras não serão mais comercializadas. 

O GMA reúne órgãos que representam o setor de reposição automotiva, como o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) e Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação Veículos do Estado São Paulo).

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Sem prejuízos
O grupo lembra que a comercialização de peças falsas fere o Código de Defesa do Consumidor. Pela lei, o fornecedor de peças para reparação deve utilizar componentes originais adequados e novos ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. 

Além de ferir a legislação, utilizar peças falsas ou não adequadas pode gerar prejuízos aos condutores, fazendo com que o barato acabe saindo caro no final das contas tanto materialmente como fisicamente. 

Para a Mastra Escapamentos, o investimento em um produto falsificado pode acarretar diversos problemas mecânicos no veículo, além de aumentar o consumo de combustíveis, sem contar que as probabilidades de ocorrerem acidentes aumenta com a utilização de peças falsas. 

A empresa ressalta que vender ou instalar peça falsa, ou a pirataria delas, é crime e o reparador tem de arcar com o prejuízo financeiro do conserto do veículo.