Autos: consumidor chega a pagar mais de 1/3 do valor do carro em impostos

Num carro de R$ 100 mil, movido a gasolina, com motor 2.0, o consumidor paga R$ 34,2 mil em tributos (IPI, ICMS e Pis/Cofins)

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SÃO PAULO – Ao comprar um carro, o consumidor nem imagina quanto está pagando em imposto. Para se ter uma idéia, a quantia pode superar um terço do valor final do automóvel.

Na compra de um veículo de R$ 100 mil, movido a gasolina, com motor 2.0, por exemplo, o consumidor paga R$ 34,2 mil em impostos (IPI, ICMS e Pis/Cofins), ou seja, 34,2% de tributos sobre o valor total pago.

O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias automobilísticas do mundo. O índice médio é de 28%, contra 9,1% do Japão e 6,1% dos EUA. Além disso, a discriminação do valor dos impostos é comum na maioria dos países.

Variação de acordo com o modelo

Os impostos sobre os automóveis brasileiros variam de acordo com o modelo. O menor índice, de 25,7%, refere-se a um carro 1.0, cujo Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), de 9%, também é o menor de todos, tanto para as versões a gasolina quanto para os bicombustíveis.

Os modelos médios e grandes têm o IPI diferenciado de acordo com o combustível. De 1.0 a 2.0, o imposto é de 15% para as versões a gasolina, e de 13% para as demais. Acima de 2.0, o IPI é de 25% e 20%, respectivamente.

A maior carga tributária, de 34,2%, refere-se aos modelos 2.0 movidos a gasolina, que pagam 25% de IPI, 12% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e 8,26% de Pis/Cofins.

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Discriminação na nota fiscal

Para que os compradores possam saber quanto pagam de impostos, a Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) vai iniciar um movimento para que seja discriminado o valor de cada imposto na nota fiscal ou na tabela de preço sugerida pela montadora.

A Federação vai avaliar qual a melhor forma de divulgar os impostos e se a apresentação pode ser feita diretamente na nota fiscal. No que depender da entidade, a medida será adotada o mais rápido possível.

De Olho no Imposto

Um movimento semelhante, em prol da transparência na cobrança dos impostos, já está sendo realizado em todo o País.

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O “De olho no imposto” percorre cidades do interior paulista, promovendo os “Feirões dos Impostos”, nos quais mostram o peso dos tributos sobre os produtos consumidos no dia-a-dia e colhe assinaturas para regulamentar um projeto de lei que dá ao cidadão o direito de saber o quanto paga em impostos nos produtos e serviços que adquire.

As informações são do jornal Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo.