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SÃO PAULO – A venda de computadores no mercado latino-americano permanece em alta por conta da maior disponibilidade de crédito, bem como do crescimento da concorrência, que aumenta e diversifica os modelos e preços disponíveis no mercado.
Outros fatores que exercem o papel de propulsores das vendas dos computadores são as inovações tecnológicas, a baixa taxa do dólar, além do importante fenômeno da substituição do equipamento familiar pelo PC individual.
“Percebemos que os usuários que já tiveram a experiência do primeiro computador sentem necessidade de comprar produtos com mais funcionalidade, maior mobilidade e maior poder de processamento, como processadores dual e quad core, e os preços em queda ainda acentuam essa tendência”, analisa Jesus Maximoff, diretor geral da Intel para a América Latina.
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Segmentação
Nas classes A e B dos países latinos, a tendência de segmentação se consolida, uma vez que os consumidores buscam produtos direcionados a necessidades específicas, como PCs destinados a jogos, educação, centrais de mídia ou entretenimento, público infantil e uso profissional.
O mercado de computadores na América Latina é formado por 67% de vendas para consumidor ou home (pessoa física), percentual que deve chegar a 70% em 2012, 37% para negócios e 8%, para educação e governo.
Neste último segmento, educação e governo, a expectativa é que haja um crescimento de 54% até o fim do ano. Essa porcentagem é representada pelos computadores empregados tanto em estruturas acadêmicas (incluindo universidades) como no uso de ferramenta de trabalho. Já no segmento de home, o crescimento esperado é de 38%.
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Mobilidade
Em relação às vendas de notebooks na América Latina, é esperado um crescimento de 35% até o fim do ano, sendo que o Chile (55%), a Colômbia (48%) e o México (41%) são os países que mais impulsionam as vendas.
A mobilidade continuará na pauta de empresas e consumidores domésticos. “Até o fim de 2008, os países latinos irão se deparar com um crescimento exponencial de dispositivos móveis, cada vez com funções mais avançadas de multimídia”, avalia a Intel.
O grande desafio dos próximos anos será o crescimento da oferta de banda larga na mesma velocidade em que o mercado de computadores cresce.
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Para isso, segundo Maximoff, será necessário desenvolver uma infra-estrutura adequada e uma forte atuação do governo, definindo regras e criando condições para investimentos, além da implantação de WiMAX que definirá os padrões e regras que o mercado deve seguir.
Crescimento de 29%
Até o fim deste ano, a expectativa é que sejam vendidos 29,4 milhões de computadores (19,2 milhões de desktops e 10,2 milhões de notebooks) na América Latina, o que representa um acréscimo de 29% frente a 2007.
Só no primeiro semestre foram vendidos 12,8 milhões de computadores, o que significa um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado (10,2 milhões). Desse montante, 70% eram desktops (ou 8,9 milhões de unidades), enquanto 30% eram computadores portáteis (3,8 milhões de unidades).