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SÃO PAULO – Em 2007, as vendas de computadores no Brasil atingiram 10,7 milhões de unidades e o mercado brasileiro se tornou o quinto maior do mundo. Porém, isso também tem um lado negativo.
De acordo o presidente do Conselho Superior de Tecnologia da Informação da Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Renato Opice Bulm, um maior número de usuários de internet pode provocar um aumento nos casos de crimes virtuais.
Isso pode acontecer porque muitas pessoas desconhecem os cuidados necessários para navegar na rede sem se tornar uma vítima dos criminosos eletrônicos.
Ataques no mundo
Em 2007, de acordo com relatório da empresa IBM, houve um aumento significativo no número de ataques a usuários de internet no mundo todo. O documento mostra que o número de vulnerabilidades graves de segurança nos computadores cresceu 28% no ano passado.
Além disso, somente 50% dessas fraquezas podiam ser corrigidas por meio de patches de fornecedores. Por outro lado, o número de spams diminuiu quando comparado aos níveis de 2005.
De acordo com o estudo, uma economia sofisticada e criminosa se desenvolveu para tirar proveito das vulnerabilidades da web. Entre as ações mais comuns estavam o roubo de senhas e números de documentos e cartões de crédito.
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Medidas agressivas
“Nunca foram tomadas medidas tão agressivas por hackers no que diz respeito à infecção, propagação e evasão de segurança. Ao mesmo tempo em que os profissionais de segurança computacional conseguem algumas vitórias, os criminosos vão adaptando suas abordagens e continuam causando impacto sobre as experiências dos usuários”, afirma o executivo da IBM no Brasil, Rogério Morais.
O mais grave dos ataques na rede no ano passado foi o storm worm, que continua infectando computadores por todo o mundo, por meio de softwares maliciosos, spams e phishing.
Punição
Enquanto isso, aqui no Brasil, a Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado aprovou um projeto de lei para aumentar a pena de quem comete crimes de difamação, calúnia e injúria pela internet. Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e pela Câmara dos Deputados.
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Para Renato Opice Blum, a medida é positiva e significa um avanço. “Quando se fala em crimes contra a honra praticados por meio eletrônicos, seja em sites ou mensagens eletrônicas difundidas pela internet, a lesão contra a vítima é imensuravelmente maior do que quando esses mesmos crimes são praticados de forma verbal ou por meio físico”, afirmou.