Ataque terrorista contra a internet não seria suficiente para destruí-la

De acordo com estudo, mesmo que alguns caminhos fossem interrompidos, os sinais usariam rotas alternativas para trafegar

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SÃO PAULO – Um ataque terrorista contra a rede mundial de computadores não seria suficiente para destruí-la. De acordo com um estudo feito na Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, se ataques simultâneos atingissem a infra-estrutura dos diversos pontos que ligam a internet, um bilhão de internautas em todo o mundo ainda poderiam utilizar a ferramenta.

“A força da internet está em seus números. Há tantas conexões dentro dela que seria muito difícil localizar alvos suficientes e certos para provocar danos sérios na estabilidade da rede mundial”, disse Morton O’Kelly, um dos autores do estudo.

E-mails a salvo

A queda na qualidade da conexão em pontos-chave da rede, no entanto, dificultaria a troca de arquivos pesados, mas e-mails leves continuariam a trafegar tranqüilamente.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores desenvolveram simulações nas redes que conectavam 946 pares de cidades que formam a internet nos Estados Unidos.

Os resultados variaram de acordo com o número de falhas e com as partes dos nós afetadas. Para a maioria dos pares, as quedas em dezenas de nós específicos não provocaram diferença significativa na estabilidade.

É que foi verificado um elevado número de caminhos diferentes pela internet. Em Boston-Seattle, por exemplo, ainda que diversos deles fossem interrompidos, os sinais digitais usaram rotas alternativas para trafegar entre os estados de Massachusetts e Washington.

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Arpanet

O estudo reforça um dos motivos que estimularam, no fim da década de 1960, a criação da Arpanet, a rede que originou a atual. A idéia, mantida pela internet, era implantar uma rede que continuaria funcionando mesmo se ocorresse um ataque atômico. “Não estamos dizendo que um grande dano não possa ser feito, mas que essa possibilidade é muito remota”, esclareceu O’Kelly.