Assinatura básica de telefone será apenas barateada e não extinta, diz ministro

Nova reunião entre empresários e ministro Hélio Costa substituiu proposta anterior de acabar com a tarifa

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SÃO PAULO – Em nova reunião, realizada na quinta-feira (18), os empresários das operadoras de telefonia fixa e o governo acordaram apenas uma diminuição da assinatura básica pelo serviço – e não a extinção da tarifa, como proposto anteriormente.

O ministro das Comunicações Hélio Costa disse estar satisfeito com o consenso e que a idéia anterior foi mesmo substituída pela redução do custo mensal. “Eu sou e vou ser a favor do fim da assinatura básica na telefonia. O que nós fizemos hoje aqui foi dar um passo a mais em direção ao futuro e conseguir conquistar a confiança das empresas de telefonia no sentido de produzir uma proposta que comece a reduzindo o preço da assinatura básica”, disse.

Preferência

O ministro defendeu ainda a prioridade no barateamento da assinatura para famílias com renda inferior a dois salários mínimos e que não têm chances de ter um telefone em casa.

O ministro afirmou também que existem atualmente cerca de 130 mil ações na Justiça contra a telefonia básica.

Dados do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) indicam que a cobrança de assinatura básica gera mais de R$ 2 bilhões por mês para as 34 operadoras de telefonia fixa atuantes no País.