As dez tendências de consumo da América Latina para 2015

Entre elas estão questões que envolvem o preço dos produtos, a facilidade com que os consumidores encontram a marca e a relação que elas estabelecem com questões políticas e culturais

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SÃO PAULO – As necessidades dos consumidores tende a mudar conforme as marcas apostam em novas abordagens ou táticas de venda e publicidade. Mais do que isso, a vida urbana e social cria novos desejos de consumo – e cabe às marcas atendê-los.

Um estudo da consultoria Trend Watching mostrou quais as tendências que os consumidores da América Latina vão seguir em 2015. Entre elas estão questões que envolvem o preço dos produtos, a facilidade com que os consumidores encontram a marca e a relação que elas estabelecem com questões políticas e culturais.

Confira as dez tendências para este ano:

1. Marcas nas mãos
Cada vez mais os consumidores têm apresentado um senso de urgência com relação às marcas – e as mais espertas já perceberam isso. Para este ano, a tendência é que os consumidores demandem marcas que tenham atalhos para acelerar as entregas e estejam prontas quando forem requisitadas.

Ainda em 2014 a Forever 21 lançou uma campanha na Costa Rica para ajudar pessoas que estivessem em uma “emergência de moda”, a “Closet S.O.S”. A campanha permitiu que cem clientes pedissem a visita de um caminhão de roupas e acessórios para ajuda-los.

2. “Bright is beautiful”
O consumidor de 2015 pede marcas que o ajudem a mostrar seu conhecimento – ou seja, que façam uma ligação com a literatura, o cinema e outras áreas. Como a EasyTaxi, que em abril de 2013 lançou um projeto para transformar seus táxis em bibliotecas móveis; a campanha usou os carros da empresa como centros para trocas de livros. Você pode fazê-lo nas redes sociais e, melhor ainda, com produtos que possam ser usados no dia a dia.

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3. Marcas de reconciliação
Muitas questões ainda separam a população em pequenos (ou grandes) grupos – como a bipolarização que as eleições causaram – e isso é um problema para grande parte da população. Marcas que acompanhem esses conflitos, quebrem essas barreiras e saibam dialogar serão pedidas neste ano.

4. Preço democrático
Como os consumidores fazem cada vez mais parte da vida de suas marcas favoritas, fazem questão de que aconteça o contrário. O “democratic pricing” é a possibilidade dos consumidores participarem da precificação dos produtos – e essa é uma das demandas deste ano.

Uma das empresas que já segue a tendência é a brasileira TechBoy: ela oferece suporte técnico online e assistência de desenvolvimento de web via Skype. Ao final de cada sessão, o cliente recebe o preço de mercado do serviço, mas pode escolher o quanto quer pagar (ou até mesmo não pagar).

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5. De dentro pra fora
Os consumidores latino-americanos estão valorizando mais a experiência ao ar livre, preferindo reunirem-se ao ar livre do que irem a shoppings.

Dados do Ibope mostram que 62% dos consumidores brasileiros deixariam de comprar uma marca a que já estejam acostumados para escolher uma que possua um propósito comum, como melhorar a cidade, apoiar a cultura, etc.

Por exemplo, as feirinhas gastronômicas que reúnem food trucks ao ar livre, ou então a Pracinha Oscar Freire que abriga o evento BYOW (Bring Your Own Work), que chama as pessoas para trabalhar ao ar livre enquanto food trucks servem comidas e bebidas.

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6. Tenha regalias
As marcas que usam um tom sério no discurso de seus produtos não serão as mais valorizadas neste ano. As chamadas “human brands” (marcas humanas) interagem com os consumidores de maneira divertida e engraçada, criando uma relação com eles.

Em 2014, a Skol lançou o Consulado, uma plataforma que conectava brasileiros com turistas e fãs de futebol. Os locais do Consulado que recebessem visitantes (promovendo lojas ou compartilhando cervejas) nas cidades onde ocorreria o jogo eram recompensados com garrafas de Skol.

Para este ano, prefira interagir com os consumidores e criar recompensas divertidas; a visão que possuem sobre as empresas já é diferente e, consequentemente, também são suas expectativas.

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7. Marcas que conectam
A vida urbana possui muitas barreiras sociais que começam a incomodar alguns consumidores. Por isso, marcas que souberem como integrar as pessoas da cidade – e integrá-las também à cidade – serão valorizadas.

É o caso da empresa Zezé, que lançou uma campanha para encorajar estranhos a conversar dentro dos ônibus na cidade de Pelotas; em assentos reservados para os interessados, alguns adesivos sugeriam como começar uma conversa.

8. “Ok commuter”
Um problema que os moradores das grandes cidades enfrentam é o transporte. A dificuldade em locomover-se começa a influenciar em como os consumidores compram – e onde compram.

O transporte público é cada vez mais adotado pelos consumidores, e marcas que possam ser compradas durante o trajeto – ou sejam de fácil acesso – serão valorizadas em 2015.

9. Serviço online
Segundo dados da Gartner, em 2013 a América Latina teve um aumento maior do que em qualquer outra região nas vendas de smartphone. E a facilidade online é mais uma das demandas dos consumidores: para este ano, eles desejam marcas que os ajudem a gerenciar sua vida online e que tenham forte presença online.

Como o Google, que desde outubro têm usado uma versão mais leve de sua página inicial. Cada vez que alguém busca um termo no Google.com.br, os servidores da empresa identificam a velocidade da conexão à internet e ajustam a qualidade da página, para que o carregamento não demore.

10. Marcas conscientes
Desde 2013, o número de brasileiros insatisfeitos com algumas questões do país tem crescido e, agora, é comum que esperem que todos abracem suas causas – inclusive as marcas.

Que as marcas tomem uma posição é outra característica que os consumidores esperam que elas tenham neste ano, não ignorando o que acontece no mundo.

Quem já aderiu à campanha é a VH1 Latin America com a criação da campanha “Revolta dos Nerds” contra o bullying.