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SÃO PAULO – A companhia de streaming de músicas Spotify está sendo prejudicada pelo medo de concorrência da Apple. Ou pelo menos é isso que diz uma carta aberta encaminhada oficialmente ao advogado da empresa de Tim Cook.
Enviada pelo cinsultor legal geral do Spotify Horacio Gutierrez ao conselheiro legal geral da Apple Bruce Sewell, a carta diz que a Maçã estaria prejudicando a chegada de uma nova versão do app de streaming porque teme as consequências que a novidade poderia causar ao Apple Music, segundo uma reportagem do Recode.
Na carta, que acusa a Apple de usar seu poder de recusa como uma “arma para prejudicar competidores”, o Spotify afirma que o episódio é preocupante sob as legislações dos Estados Unidos e da Europa.
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Nesse caso, o questionamento do Spotify diz respeito à taxa cobrada sobre as transações feitas através dos aplicativos.
Normalmente, 30% do valor de cada compra, o que significa que uma assinatura de US$ 10 do serviço feita pela App Store valeria US$ 3 à Apple. Por conta disso, o Spotify passou a cobrar US$ 13 pelas assinaturas feitas através do iPhone e, posteriormente, a oferecer descontos para quem assinasse o serviço usando outras plataformas.
De acordo com a carta, essas medidas teriam aborrecido a Apple, que supostamente ameaçou bloquear o aplicativo verde como retaliação. E isso é anticompetitivo porque o Apple Music, extremamente acessível em dispositivos Apple, está em concorrência direta com o Spotify.
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Com a intenção de usar o caso como “munição” na guerra por assinantes de streaming, o Spotify também estaria planejando pedir ajuda a pessoas do Congresso nos EUA. O primeiro resultado pode ter sido a fala da senadora Elizabeth Warren nesta quarta-feira criticando Google Apple e Amazon pelo que também chamou de práticas anticompetitivas.
Atualmente, o Apple Music tem 15 milhões de assinaturas pagas, metade das 30 milhões que carrega o Spotify.