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SÃO PAULO – Na última quarta-feira (19), a Apple divulgou dados sobtre da taxa de retenção do Apple Music, seu novo serviço de streaming. Segundo a empresa, 21% das pessoas que se inscreveram período de teste do serviço não vão continuar usando-o. Isso está em contraste com um estudo feito pela empresa MusicWatch, que revela que 48% das pessoas que o testaram não são usuários atuais.
Lançado no dia 30 de junho, o Apple Music compete diretamente com o Pandora e Spotify, empresas que oferecem o mesmo serviço.
Segundo o CNBC, na conferência de resultados do terceiro bimestre deste ano, o CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa estava “emocionada” com o lançamento, citando milhões de usuários do período de teste e resenhas. Apenas no primeiro mês, o Apple Music teve 11 milhões de usuários, segundo a própria empresa. Entretanto, entre o dia 21 de julho e 6 de agosto, a pesquisa da MusicWatch descobriu que apenas 11% dos usuários do serviço gratuito do Spotify e 6% dos usuários do Pandora haviam migrado para o Apple Music.
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“No geral, não concordo com criar uma batalha pública com ninguém”, disse Russ Crupnick, sócio da MusicWatch, que conduziu a equipe que produziu a pesquisa. “Estou tentando trabalhar com a Apple para entender a métrica que eles estão usando, para que possamos tentar reconciliar as diferenças”.
“O que a Apple está dizendo aos sites é que 79% de seu número de usuários retidos é se aquele usuário utilizou o Apple Music na última semana”, disse Mark Gurman, editor do site 9to5Mac. “Mas eles não especificam quantas músicas os usuários ouviram, se eles só usaram a biblioteca… Na realidade, este número está no meio”.
Por um lado, o Spotify teve menos 100 mil assinaturas pagas cinco semanas após lançar o seu serviço “premium”. Mas embora a escala da Apple seja impressionante, diferente do Spotify, ela ainda precisa coletar dinheiro dos usuários.
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64% dos usuários afirmaram ao MusicWatch que estavam dispostos a pagar pela inscrição do Apple Music após o período de teste – que termina em outubro.