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28 de agosto (Bloomberg) – A Apple Inc. e a Samsung Electronics Co. enfrentam um desafio de US$ 3.9 bilhões enquanto se preparam para vender novos celulares proeminentes no maior mercado de telefonia celular do mundo.
As operadoras estatais de telefonia celular na China restringirão os subsídios que elas pagam para tornar os dispositivos mais acessíveis aos consumidores quando as maiores fabricantes de celulares estão prontas para lançarem produtos atualizados. Depois que a China Mobile Ltd. disse que reduzirá seus subsídios em US$ 2 bilhões, seus concorrentes diminuirão os pagamentos em US$ 1,9 bilhão, segundo estimativas de analistas. A China Telecom Corp. disse ontem que limitará seus gastos sem dar cifras.
As reduções se dão enquanto se informa que a Apple está preparando um iPhone com uma tela maior e a Samsung planeja lançar seu Note 4, dispositivos exclusivos que normalmente teriam recebido subsídios de até US$ 700. Ambas as companhias precisam de um impulso no maior mercado de smartphones do mundo, onde a Samsung perdeu a liderança na participação no último trimestre e a Apple não conseguiu estar entre as cinco maiores vendedoras.
“A diminuição dos subsídios das operadoras e a crescente concorrência local afetarão a recepção dos novos telefones pelos consumidores”, disse Tay Xiaohan, analista da International Data Corp., em Cingapura. “O impacto será maior nos smartphones exclusivos no mercado, categoria que inclui o Note 4 e o iPhone 6”.
Carolyn Wu, porta-voz da Apple em Pequim, não quis comentar sobre o impacto das reduções de subsídios. Clara Lee, porta-voz da Samsung, com sede em Suwon, Coreia do Sul, também não quis fazer comentários.
Mais caros
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As reduções significam que os consumidores chineses acostumados a pagar cerca de US$ 100 por um novo iPhone através da sua operadora poderiam ter que gastar até US$ 800.
Normalmente, a Apple e a Samsung vendem seus celulares exclusivos às operadoras por entre US$ 600 e US$ 800 por unidade. As operadoras subsidiam o preço, de costume oferecendo os maiores descontos com os planos de assinatura mais caros.
A China Mobile gastará 21 bilhões de yuan (US$ 3,4 bilhões) para compensar os preços dos celulares para os clientes neste ano, comparado com 34 bilhões de yuan que tinha planejado, disse o diretor financeiro Xue Taohai em 14 de agosto. A redução foi anunciada porque a maior operadora por número de usuários registrou sua quarta queda consecutiva nos lucros.
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A Comissão Estatal de Supervisão e Administração de Ativos ordenou às operadoras que diminuissem custos em 40 bilhões de yuan em três anos porque as empresas gastaram demais em subsídios e publicidade, disseram fontes do setor no mês passado.
A diretriz chega enquanto a Apple, com sede em Cupertino, Califórnia, se prepara para apresentar dois smartphones: um com uma tela de 4,7 polegadas e outro com uma tela de 5,5 polegadas, disseram fontes do setor. Os modelos seriam apresentados em 9 de setembro, disse outra fonte do setor.
A Samsung apresentará um novo Note em 3 de setembro após registrar seu menor lucro em dois anos pela estagnação das vendas da série Galaxy S. A Samsung poderia incluir uma tela de três lados, permitindo aos usuários lerem mensagens de um ângulo, no intuito de proteger sua participação no mercado de dispositivos que combinam funções de celulares e de tablets.
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Xiaomi cresce
A China Unicom (Hong Kong) Ltd. e a China Telecom poderiam reduzir em 11,4 bilhões de yuan seus subsídios para celulares neste ano, disse ontem por e-mail Qiu Xiaolei, analista da SWS Research em Xangai. Isso inclui 7,1 bilhões de yuan pela China Telecom e 4,3 bilhões de yuan pela China Unicom.
Mesmo antes dos descontos das operadoras, a Apple e a Samsung enfrentavam uma concorrência mais dura das empresas chinesas Xiaomi Corp. e Lenovo Group Ltd., que oferecem celulares com funções similares a preços mais baixos. A Xiaomi ultrapassou a Samsung em participação no mercado da China no segundo trimestre, disse a Canalys.
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“Os produtos da Samsung estão perdendo tração gradualmente devido à incapacidade da empresa de diferenciar seus produtos de outros celulares que usam Android”, disse Lydia Bi, analista da Canalys em Xangai. “A crescente concorrência local e a limitação de subsídios pelas operadoras não farão mais do que piorar essa situação. Em menor medida, os produtos da Apple têm problemas similares”.