Aplicativo Flightradar24 vira febre após queda do avião da Malaysia Airlines

Depois de acidente da semana passada, mais pessoas se interessaram pelo aplicativo que mostra rotas internacionais de voos.

Bloomberg

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São Paulo – Após o avião da Malaysia Airlines ter caído no final da semana passada, um aplicativo de rastreamento de aviões à celebridade virou febre entre os consumidores. O aplicativo que mostra rotas internacionais de voos, que antes chamava a atenção de amadores e profissionais, agora está ampliando o perfil de seus consumidores. 

Gratuito ou pago, o aplicativo Flightradar24, está no topo da lista dos programas mais vendidos da loja de aplicativos da Apple no Reino Unido, na Alemanha e na Holanda, o país que mais perdeu mais pessoas no desastre.O tráfico no site da empresa aumentou mais de 50 vezes e esgotou a capacidade do servidor, obrigando-a a limitar alguns serviços para aumentar a largura de banda.

“Tivemos diversos aumentos súbitos na venda de aplicativos desde a nuvem de cinzas da Islândia, mas este é, de longe, o maior”, afirmou Frederik Lindahl, CEO da Flightradar24.

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A crescente fascinação com as rotas de voos deriva em parte da falta de informações confiáveis sobre o desastre do avião, provavelmente abatido por um míssil sobre o leste da Ucrânia. Os dados da Flightradar24 mostram que, embora o espaço aéreo fosse considerado seguro pelas autoridades na altitude da rota do voo MH17, algumas linhas aéreas evitaram passar pela região mesmo antes de ela ter sido fechada depois do incidente, enquanto outros aviões estavam seguindo de perto o 777 malaio da Boeing, que transportava 298 pessoas.

De hobby à sucesso mundial

Em 2006, a Flightradar24 começou como um hobby, quando dois suecos entusiastas da aviação criaram uma rede de receptores ADS-B no norte e no centro da Europa, segundo Lindahl. Dois anos depois, a equipe disponibilizou o sistema para que qualquer pessoa com o aparelho adequado pudesse carregar os dados.

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De acordo com o CEO, no momento, a Flightradar24 continua sendo autofinanciada. Seu aplicativo custa 1,99 libras (US$ 3,40) no Reino Unido, onde fica o aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais concorrido da Europa. Lindahl disse que recebe ligações frequentes de grandes fundos de capital de risco e está contente por manter conversas “educadas” sobre o interesse comum.

O aplicativo, cujos usuários frequentes incluem companhias aéreas, fabricantes de aeronaves e aeroportos, observou picos de interesse antes, inclusive quando uma nuvem de cinzas que emanava de um vulcão na Islândia impediu a decolagem de voos em toda a Europa, em 2010, e depois que o voo 370 da Malaysia Air desapareceu misteriosamente, em abril. No entanto, a fascinação com as rotas de voo atingiram um novo pico depois da queda do voo MH17.

“Depois do desaparecimento do voo MH370, achei que seria difícil superá-lo, mas este incidente o supera amplamente”, concluiu o executivo.