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SÃO PAULO – Apesar da alta informalidade entre a população de baixa renda, a maioria dela é bancarizada e tem acesso a crédito.
A conclusão é de estudo divulgado pelo Bradesco Seguros, mas realizado pelo Instituto GPP com 1,2 mil pessoas das classes CDE que moram no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Os dados mostraram que, enquanto 37% dos trabalhadores das classes populares dependem do trabalho formal, na classe AB o número não passa de 12%.
Apesar disso, 64% da baixa renda tem conta-corrente ou poupança, enquanto 58% tem cartão de crédito e 16%, um empréstimo em banco.
Sobre essas classes
As classes populares abrigam 43 mil famílias com 130 milhões de brasileiros. O potencial de consumo delas é de cerca de R$ 260 bilhões.
Em relação ao perfil, o estudo mostrou que grande parte (31%) não chegou a completar o Ensino Fundamental, sendo o percentual ainda maior nas classes D e E. Nesta última, 44% das pessoas têm somente o primeiro grau incompleto.
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Sobre a forma de trabalhar, 43% das pessoas dessas classes sociais são empregados de empresa privada ou pública, enquanto 32% são autônomos.
Outras 6% são donas de casa, 5% estão desempregados, 5% são aposentados ou pensionistas, 5% são trabalhadores domésticos sem carteira, 2% são domésticos com carteira e 1%, empresários.
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