Publicidade
SÃO PAULO – Desde o início de janeiro de 2009, está vigorando a Resolução 294 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a qual proíbe o uso da luz de xenon. Porém, mesmo assim, ainda existem muitos motoristas que desconhecem a nova lei e continuam utilizando a luz azul.
A oftalmologista e representante do Comitê Internacional de Trabalho e Visão no Brasil, Tânia Schefer, explica que os faróis de gás xenônio estão na moda e são cada vez mais utilizados.
“Principalmente entre jovens, pois é a sensação agora nas férias de verão. Contudo, poucos sabem que apenas as luzes com facho branco são permitidas – os faróis de luz azul estão proibidos”, ressaltou.
Planner InfoMoney
Mantenha suas finanças sob controle neste ano
Os perigos do acessório
Os faróis de xenônio possuem a vantagem de apresentar melhor visibilidade e conforto para o proprietário do veículo. Porém, eles prejudicam os motoristas dos veículos que trafegam na direção contrária, devido à “explosão luminosa” deste acessórios.
A intensidade de luz pode causar danos aos olhos mais sensíveis e provocar acidentes de trânsito, alerta a especialista.
“Esta é uma luz bem mais intensa do que uma luz normal. Com esse ofuscamento, o motorista pode ficar de 1 a 3 segundos sem conseguir enxergar bem, o que já seria suficiente para causar um acidente”, explica.
Continua depois da publicidade
O perigo da lâmpada xenon está em sua intensidade de luz, calculada em lúmens. O facho emitido por uma lâmpada convencional (halogena) é de mil lúmens, enquanto a xenon emite aproximadamente 3 mil lúmens.
Alerta: a luz azul está presente em outros ambientes
Além do trânsito, a luz azul também está presente em lâmpadas de halogênio metálicos, utilizadas em supermercados, shopping centers, empresas e até residências, por conta da sua durabilidade e baixo custo. “As pessoas estão expostas a riscos dos quais não têm consciência”, alerta.
Tânia revela que, além da escuridão repentina, a exposição dos olhos à luz azul pode causar dor de cabeça, enjôos, dificuldades de concentração, irritabilidade e desconforto.
Motoristas que sentem esses sintomas devem procurar um especialista para avaliar seu grau de sensibilidade à luz.