Apenas quatro avenidas de SP reúnem 70% do fluxo de pessoas que bebem e dirigem

Avenidas Paulista, Aricanduva, Vinte e Três de Maio e Marginal Tietê compõem trajeto preferido do "público-alvo da lei seca"

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SÃO PAULO – Na cidade de São Paulo, o fluxo do público-alvo da lei seca se concentra basicamente em quatro avenidas. Segundo levantamento do Datafolha Cidades, 72% dos paulistanos que têm o hábito de consumir bebidas alcoólicas e mesmo assim dirigir carro ou moto, passam pelas avenidas Paulista, Aricanduva, Vinte e Três de Maio e Marginal Tiête.

Já no Rio de Janeiro, apenas três avenidas reúnem 73% das pessoas com esse perfil, em uma semana típica. São elas: Avenida Brasil, Avenida das Américas e Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Entre todas as ruas pesquisadas, nas duas cidades, a Avenida Brasil, na capital fluminense, é a que apresenta a maior concentração de fluxo dessas pessoas: 51% em uma semana típica.

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A lei

A lei nº 11.705/08, que ficou conhecida como lei seca, proíbe que as pessoas dirijam com qualquer teor alcoólico no sangue. Caso contrário, podem receber multa de R$ 955 e perder a carteira de motorista por até um ano.

Além disso, quem for apanhado no bafômetro com mais de 0,6 grama de álcool por litro de sangue pode ser preso e responder processo.

Motoristas que seriam multados

Em uma pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), com 5.250 motoristas, foi constatado que 31% deles pagariam multa e teriam a carteira de habilitação suspensa devido à nova lei que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em qualquer quantidade pelos condutores.

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O resultado considera tanto aqueles que tinham mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue (19,3%) quanto os que possuíam quantidade abaixo desse limite (11,8%), anteriormente permitido por lei. Os números são seis vezes maiores do que os verificados em pesquisas semelhantes feitas em outros países.

O estudo também mostrou que, para 41% dos motoristas, a bebida não é impedimento para dirigir. Segundo o médico do trabalho e um dos coordenadores da pesquisa, Sergio Duailibi, 19,4% dos participantes afirmaram que preferem dirigir mesmo após terem bebido, pois não acreditam que o álcool atrapalhe o desempenho ao volante.