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SÃO PAULO – Além das variações de até três vezes no preço dentro do universo de imóveis usados vendidos na cidade de São Paulo, o consumidor encontra um outro detalhe ao qual deve prestar atenção antes de comprar seu apartamento: o preço de um novo quase chega a ser o triplo de um mais velho.
Pelo menos é essa a variação que se obtém ao comparar os valores do metro quadrado levantados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) e pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP).
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E tanto o presidente do conselho, José Augusto Viana Neto, quanto o vice-presidente de incorporação do sindicato, João Crestana, afirmam que o motivo dessa diferença de desembolso são as novidades que agora são colocadas à disposição do morador: piscinas, saunas, equipamentos de ginástica, mais vagas na garagem e tantos outros diferenciais.
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“As edificações estão mais tecnológicas”, esclareceu Crestana.
Alto padrão
As variações nos valores de usados e novos foram compilados pela InfoMoney dentro das diferentes zonas da capital paulista: A (bairros destinados a família com maior poder aquisitivo, como Alto de Boa Vista, Higienópolis, Cidade Jardim, Itaim Bibi e Morumbi), B (bairros como Aclimação, Brooklin, Paraíso, Vila Madalena e Vila Mariana), C (bairros como Aeroporto, Alto da Lapa, Jabaquara, Cidade Universitária, Parque São Domingos e Butantã), D (bairros como Americanópolis, Barra Funda, Brás, Jardim Miriam, Liberdade e Vila Prudente) e E (bairros como Brasilândia, Campo Limpo, São Mateus, Vila Nova Cachoeirinha e Jardim Ângela).
A maior diferença, de quase três vezes, veio de apartamentos vendidos na região de alto padrão. Enquanto a média de preço do metro quadrado para essa região está na casa dos R$ 2,1 mil, o dos novos é de R$ 5.750. “Nessa região há muita variação de preço, o metro quadrado de um novo sai de R$ 4 mil a R$ 7,5 mil”, explicou Crestana.
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Já imóveis de segunda mão têm preço entre R$ 1.360,75 e R$ 2.871,98, dependendo do tempo de uso.
Demais regiões
Outras variações representativas estão nas zonas B e D, localidades onde o preço de um apartamento recém-construído é quase o dobro de aqueles já usados. Na zona C, a variação de valores do metro quadrado é de 78,17%, na mesma base comparativa, enquanto que na E é encontrada a menor diferenciação de preço: 48,45%.
Veja, na tabela abaixo, os dados completos:
| Comparação de preços de novos e usados (*) metro quadrado do apartamento |
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| Zona | Usado (R$) | Novo (R$) | Diferença | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| A | 2.091,17 | 5.750 | 174,97% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| B | 1.904,81 | 3.750 | 96,87% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| C | 1.824,09 | 3.250 | 78,17% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| D | 1.392,09 | 2.750 | 95,54% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| E | 1.212,50 | 1.800 | 48,45% | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Fontes: Creci-SP (preço médio)/Secovi-SP (preço médio)