Publicidade
SÃO PAULO – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o comércio e a distribuição de um lote de palmito de açaí em conserva da marca Imperador, assim como, toda a fabricação em território nacional de alguns suplementos alimentícios. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (8).
O palmito de açaí de lote LOT 043 (validade 15/04/2019) foi proibido após um laudo emitido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Minas Gerais, ter apresentado resultados insatisfatórios nos testes de incubação e análise de rotulagem.
De acordo com a Anvisa, a empresa Indústria e Comércio Nobre Ltda, que fabrica o produto, não solicitou um laudo de perícia para a contraprova, o que tornou a decisão da proibição definitiva. “Fica determinado, portanto, que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado”, escreve a Agência em comunicado.
Planner InfoMoney
Mantenha suas finanças sob controle neste ano
Contatada pelo InfoMoney, a Imperador afirmou que o teste realizado pela Anvisa contraria o ofício emitido pela Agência em 2005, que enaltece o equívoco no tipo de teste microbiológico aplicado ao palmito em conserva. “Assim sendo, afirmamos seguramente que a análise foi feita de forma incorreta, o que resultou em um laudo cujo resultado é incoerente e, finalmente, na interdição de um lote do nosso produto, ainda que em caráter cautelar, injusta”. Ainda segundo a empresa, o lote em questão foi produzido em abril deste ano e todas as unidades restantes no mercado foram recolhidas logo após a notificação da Agência Sanitária.
No que diz respeito aos suplementos alimentícios, a Anvisa proibiu em todo território nacional, a fabricação e a comercialização de produtos da empresa Vulgo Suplementos Indústria de Alimentos Ltda por serem considerados irregulares, ou seja, sem registro ou sem marca aprovada no registro do fabricante.
Os produtos que não podem mais ser produzidos ou vendidos são o módulo de L-glutamina para nutrição enteral das marcas Top Fuel e Vulgo; óleo de cártamo em cápsulas da marca Vulgo; óleo de peixe “ômega 3” das marcas Fish Oil, Top Fuel e Vulgo e o óleo de coco extra virgem em cápsulas da marca Vulgo. A empresa responsável terá que recolher todos os produtos listados e demais estoques de produtos sem registro no mercado.
Continua depois da publicidade
Procurada pelo InfoMoney, a Vulgo Suplementos não respondeu até a publicação da matéria.