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SÃO PAULO – Se você é um dos 21,7 milhões de conveniados com um plano de saúde anterior à introdução da lei 9.656 em 1998 prepare seu bolso, pois as mensalidades destes planos poderão ser reajustadas em até 10% para que os planos possam se adequar à nova legislação. Se você não tem acompanhado a discussão entre a Agência Nacional de Seguro (ANS) e as operadoras de planos de saúde vale lembrar que lei 9.656 prevê a cobertura de doenças como Aids, exames e consultas sem limites.
Maioria não é protegida pela legislação
A grande dificuldade reside no fato de que dos 29 milhões de conveniados do país, apenas 7,2 milhões (ou 25%) estão protegidos pela lei, pois possuem planos posteriores à sua introdução. Por outro lado, os 75% restantes terão que fazer a migração do seu plano para a nova lei, o que deve acarretar em custos adicionais. A ANS ainda está negociando com as operadoras o percentual de reajuste, que será variável de acordo com o plano e, em contrapartida, os conveniados devem ficar isentos de carência.
A ANS argumenta que a migração simultânea dos 21,7 milhões de conveniados de planos antigos para a nova lei é favorável às próprias operadoras, pois permite a redução dos custos visto que os cálculos de adaptação seriam feitos só uma vez, além de garantir que outros conveniados, além dos portadores de doenças preexistentes, também migrem. Já o presidente da Abramge (entidade que reúne as operadoras de planos) lembra que como a migração não é obrigatória, as operadoras precisam antes conseguir a adesão dos conveniados, o que deve levar pelo menos seis meses.
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Migração pode valer a pena
Não há dúvidas que como a migração para a nova lei vai afetar o orçamento desses 21,7 milhões de conveniados e é provável que grande parte deles prefira não efetuar a migração. Para o presidente da Abramge a melhor solução para os conveniados seria a introdução de planos intermediários, que não teriam todas as coberturas previstas na lei, mas que seriam mais baratos e permitiriam uma cobertura maior do que os planos antigos.
Se você se encontra nesta situação estude com cuidado seus gastos mensais com saúde (exames, consultas, internações, etc.) para verificar se você está efetivamente usando o seu plano de saúde, ou se ele é muito restritivo. Talvez valha a pena pagar um pouco mais por mês e ser capaz de se beneficiar do plano, do que pagar uma mensalidade de um plano que não lhe dá qualquer cobertura.