ANP nega risco de apagão de energia; usinas trabalham com 46% da capacidade

Quando se deu o "apagão" da eletricidade, em 2001, os reservatórios das usinas chegaram a ter estoque de 21%

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SÃO PAULO – Mesmo diante da necessidade de controle no uso do gás natural e de ativação de usinas termelétricas, por conta da produção insuficiente de energia pelas hidrelétricas, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) afirmou, na última terça-feira (15), que não existe risco de racionamento no Brasil. Especialistas prevêem que haverá desequilíbrio acentuado na oferta e demanda a partir de 2009.

O diretor-geral da entidade, Haroldo Lima, rebateu que essa proposição “não tem base factual”. Conforme o especialista, quando se deu o “apagão” da eletricidade, em 2001, os reservatórios das usinas chegaram a ter estoque de 21% do seu nível médio. Atualmente, essa proporção está em 46%.

Temor excessivo

Lima disse que a produção elétrica brasileira é baseada na fonte hídrica e complementada pela energia térmica. A parte hídrica funciona com base nos reservatórios que, em anos de pouca chuva, correm o risco de atingirem níveis baixos.

As termelétricas são, portanto, ativadas, em caso de necessidade, utilizando como principal combustível para a geração o gás natural.

Transmissão

Por fim, o diretor-geral da ANP completou que o País conta atualmente com linhas de transmissão suficientes para exportar a disponibilidade de produção elétrica da região Centro-Sul para as áreas onde falta energia, como o Nordeste. A situação não era a mesma em 2001.

“Não podemos ficar agora criando um temor excessivo, semeando um pânico no meio da população, que não teria razão de ser”, garantiu à Agência Brasil.