Anefac diz ao Copom que “agora não é hora de se preocupar com a inflação”

Associação defende um corte na taxa Selic de 100 pontos-base, para 11,75% ao ano, na próxima reunião do Copom

Publicidade

SÃO PAULO – A Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) afirmou, nesta terça-feira (10), que “agora não é hora de se preocupar com a inflação” e que, por isso, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve reduzir a taxa Selic em 100 pontos-base.

“Qualquer outra redução inferior a este patamar será frustrante”, afirmou o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira. Nesta terça e na quarta-feira (11), o Copom se reúne para definir a nova taxa de juro, atualmente em 12,75% ao ano.

Indicadores

De acordo com a associação, o Copom não deve se preocupar com a inflação, diante de um cenário de risco de desaceleração econômica.

“Se não houver redução da taxa básica em percentual mais agressivo, ela será inoportuna e equivocada, dado o quatro econômico atual em que todos os indicadores apontam queda brusca na atividade econômica e recuo expressivo na produção industrial, o que demonstra e exige uma ação mais agressiva do Banco Central na redução dos juros”, disse Oliveira.

Dentre esses indicadores, a Anefac apontou a grande volatilidade na bolsa de valores e no câmbio, o enxugamento da liquidez, a escassez de crédito, a forte desaceleração econômica mundial e a fuga de capitais.

Hora de arriscar

Segundo disse Oliveira, “este é o momento do Banco Central ousar, como aliás ousaram todos os principais bancos centrais do mundo, quando, recentemente, mesmo com o risco de uma inflação maior, resolveram de forma inédita reduzir suas taxas de juros para evitar uma desaceleração econômica”.