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SÃO PAULO – A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) publicou, nesta quarta-feira (15), a resolução oficial que permitirá o acréscimo do nono dígito nos números de celular em São Paulo.
Por essa composição, as operadoras terão 24 meses para implementar um nono dígito nos números de todos os celulares da área 11.
Durante o período que antecede o prazo máximo estipulado, a Anatel adotará medidas como a utilização de numeração específica para os modems 3G, a implantação de mecanismos de alocação dinâmica de numeração e a redução do período de quarentena de 180 dias para 90 dias para reutilização da numeração liberada pelos usuários.
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Segundo a agência, as ações visam a ampliar a disponibilidade de números na área em questão e evitar o esgotamento da numeração. A medida elevará a capacidade de numeração na região metropolitana de São Paulo para 370 milhões.
Facilidade
A Anatel sustenta que a solução de aumentar em um dígito o número dos celulares levou em consideração, particularmente, a facilidade de assimilação da mudança pela população.
Durante a Consulta Pública que estabelecia a criação de um código nacional 10 sobreposto ao 11, evidenciou-se que o resultado seria a oferta de apenas 37 milhões de números.
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Ainda por meio de nota, a Anatel afirma que os usuários brasileiros não terão problemas em assimilar a mudança, tendo em vista os testes para adoção de mais números ocorridos nas últimas décadas.
Esgotamento
Dados da Anatel, obtidos pela InfoMoney na época em que foi aberta a possibilidade de mudança do prefixo em SP, mostram que, em dezembro de 2009, havia 33,9 milhões de números de telefone celular já atribuídos ao DDD 11.
Considerando que tais códigos só podem iniciar com 6, 7, 8 ou 9 (os de 6 e 7 operam parcialmente e os de 9 têm restrições, como os que iniciam com 90), o número possível de combinações é estimado em 37 milhões.