Anatel aprova plano de metas para universalização de telefonia fixa

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Governo deverá detalhar nos próximos dias os compromissos a serem cumpridos pelas empresas

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SÃO PAULO – A terceira edição do Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia Fixa foi aprovada nesta quinta-feira (2) pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O plano estabelece metas às concessionárias para o período de 2011 a 2015.

De acordo com a Agência Brasil, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que o Governo deverá detalhar nos próximos dias, por meio de decreto em conjunto com a Anatel, os compromissos a serem cumpridos pelas empresas.

Acesso a internet para áreas rurais
Segundo Bernardo, o PGMU trará a possibilidade de licitação da faixa de frequência de 450 megahertz (MHz) para levar telefonia e internet à área rural.

Ainda de acordo com o ministro, essa faixa também poderá ser atribuida a empresas, com estabelecimento de metas a serem cumpridas. O governo ainda estuda a possibilidade de fazer licitação conjunta das frequências de 450 MHz e 2,5 gigahertz (GHz), para a quarta geração de telefonia móvel (4G).

“Há um grande apetite das empresas por essa faixa [de 2,5 GHz]. É considerada muito rentável. Eventualmente, poderíamos também dividir a faixa de 450 MHz e licitar junto”, afirmou o ministro.

Telefone para a baixa renda
O novo PGMU manteve como meta obrigatória a oferta do Aice (Acesso Individual Classe Especial). A consulta pública deste regulamento foi encerrada e os estudos apontam para um valor de assinatura de telefone fixo próximo de R$ 9,50, sem impostos, para consumidores de baixa renda.

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A revisão da regulamentação do Aice, em andamento na Anatel, prevê atendimento aos beneficiários do programa bolsa família, o que deve ampliar o número de beneficiários para 13 milhões de famílias. Hoje, o Aice possui cerca de 184 mil assinantes.

Orelhões
A meta de densidade de orelhões (quantidade de orelhões por grupo de mil habitantes) passará a ser exigida em relação a cada município e não mais em relação à área de prestação do serviço.

Além disso, a concessionária deverá implementar um sistema de informação, acompanhamento e gestão da ocupação dos orelhões, de forma a possibilitar um melhor acompanhamento da disponibilidade e uso dos aparelhos.

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A alteração deve proporcionar uma melhor distribuição dos telefones públicos, beneficiando diretamente mais de dois mil pequenos municípios que atualmente possuem menos de quatro orelhões por mil habitantes.


Coordenador de conteúdo educacional do InfoMoney, ganhou 3 vezes o prêmio de jornalismo da Abecip