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SÃO PAULO – Se você acha que os congestionamentos acontecem apenas nas ruas das grandes cidades, é melhor reconsiderar.
De acordo com o presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Pedro Jaime Ziller, existe um risco considerável das redes de celulares ficarem congestionadas neste final de ano, o que pode, inclusive, acarretar a interrupção do serviço.
De acordo com Ziller, a preocupação se justifica pelo aumento do volume de vendas de aparelhos celulares no Natal. As festas de final de ano também registram crescimento na quantidade de ligações. Por isso, o executivo pediu às empresas de telefonia móvel que adotem um esquema especial para o período.
Números crescentes
Em 2004, entraram em operação cerca de 1,3 milhão de novos celulares por mês. A previsão é de que este número possa dobrar no Natal.
Até outubro, o Brasil possuía 59,5 milhões de aparelhos em atividade. Quando o final do ano chegar, a quantidade deve se aproximar dos 69,8 milhões, num cenário otimista, ou chegar a 62,3 milhões, num ambiente mais pessimista.
Histórico
A preocupação da Anatel procede. No final de 2003, quando houve a “explosão” de vendas de celulares, as três operadoras de São Paulo não conseguiram responder à demanda e apresentaram problemas de excesso de tráfego em regiões do interior e do litoral. Alguns usuários relataram que os celulares ficaram inativos por quase uma semana, entre o Natal e o Reveillon.
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Para sanar estes problemas, ao longo de 2004 as três empresas que atuam em São Paulo investiram em suas redes mais de US$ 500 milhões de dólares, cada uma. Resta saber se as melhorias serão palpáveis e se os usuários paulistas poderão dizer “Feliz Natal” pelo celular.