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SÃO PAULO – De acordo com levantamento do Secovi (Sindicato da Habitação) o valor dos aluguéis registrou alta de 0,4% durante no mês de fevereiro. A pesquisa, que tem periodicidade mensal, analisou a evolução dos preços de 140 empresas especializadas na locação de imóveis que operam na cidade de São Paulo.
Em 2002 reajustes devem ficar acima da inflação
O aumento de fevereiro reflete uma queda em relação à taxa de janeiro, quando foi registrado um aumento de apenas 1,20%. Com isto o aumento acumulado neste ano é de 1,50%, enquanto o dos últimos 12 meses caiu para 2,5%, muito abaixo da variação acumulada em 2001 que foi de 4,5%. Apesar disto o reajuste no ano está muito acima da inflação acumulada no mesmo período que varia entre 0,40% e 0,80% dependendo do índice de inflação escolhido.
Para os especialistas do setor a expectativa é de que os reajustes de aluguel em 2002 fiquem acima da inflação, compensando pelo menos em parte as perdas de 2001. Em 2001, enquanto a inflação anual ficou entre 7% e 10%, dependendo do índice, o reajuste dos aluguéis foi bem menor (4,5%).
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Atividade aumentou em fevereiro
Apesar do aumento modesto do preço dos aluguéis a pesquisa do Secovi sugere que houve uma procura maior pela locação de imóveis do que em janeiro. De acordo com 46% das imobiliárias consultadas o número de propriedade alugadas aumentou em fevereiro frente a janeiro. Por outro lado, a oferta de imóveis para locação vem crescendo apenas modestamente. Para 35% das imobiliárias a oferta de imóveis cresceu em fevereiro, enquanto 31% afirmam o contrário, que a oferta caiu no mês de fevereiro.
Maioria dos imóveis está em bom estado
Cerca de 63% das imobiliárias entrevistadas afirmou que o estado de conservação dos imóveis era bom, sendo que os apartamentos parecem estar em melhor estado de conservação que as casas. Pelo menos é o que sugere a pesquisa onde 23% dos apartamentos foram considerados em ótimo estado de conservação, contra apenas 16% das casas. Em contrapartida, cerca de 21% das casas que estão disponíveis para locação foram classificadas como estando em estado de manutenção regular, este percentual é bem menor entre os apartamentos (10%).
Enquanto nos apartamentos os gastos com condomínio são usados, pelo menos parcialmente, na manutenção dos imóveis, pelo menos no que refere as áreas comuns, nas casas muitos proprietários optam por não gastar muito com a manutenção da propriedade na tentativa de reduzir custos.
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