Aluguéis de temporada em Ibiza despencam enquanto Espanha reprime turismo excessivo

A oferta de aluguéis de curto prazo na popular ilha turística é agora 80% menor do que em 2017, disse a associação de turismo Exceltur

Reuters

Ibiza (Foto: Royal Caribbean)
Ibiza (Foto: Royal Caribbean)

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MADRID, 13 Jan (Reuters) – O número de ‍aluguéis de curto prazo para ⁠turistas em Ibiza caiu quase pela metade em 2025 ‍em relação ao ano anterior, à medida que a repressão da Espanha às casas por temporada e ‌ao turismo excessivo começou a surtir efeito.

A oferta de aluguéis de curto prazo na popular ilha turística é agora 80% menor do que em 2017, disse a associação de turismo Exceltur. Em toda a Espanha, ‌os anúncios caíram 4% no segundo semestre de 2025 ‌em relação ao ano anterior — a primeira queda em todo o país — embora as tendências variem entre as 25 maiores cidades.

Autoridades estão endurecendo as regras, diante de reclamações dos moradores locais dando ‌conta de que a demanda dos turistas pressiona o aumento dos aluguéis e dos preços das casas.

Ibiza ​intensificou inspeções para eliminar anúncios não autorizados, de acordo com site do governo local, enquanto Barcelona planeja banir todas as casas por temporada até 2028.

FORA DA TENDÊNCIA

Ibiza e Mallorca registraram as maiores quedas nos aluguéis de curto prazo, enquanto centros costeiros como Málaga e Almeria continuaram a aumentar sua oferta de acomodações turísticas, informou a Exceltur.

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Novas regras exigindo o registro das ​propriedades antes ⁠que os proprietários ⁠possam listá-las em plataformas como o Airbnb estão impulsionando a mudança, de ‌acordo com o vice-presidente da Exceltur, Oscar Perelli.

As casas por temporada para férias têm superado o crescimento dos hotéis há anos, enquanto o ‍boom do turismo na Espanha a colocou lado a lado com a França como o ​principal destino do ‌mundo. Cerca de um terço dos turistas ainda opta por casas, que ‍continuam sendo mais baratas do que os hotéis.

Ibiza apresentou a maior receita hoteleira por quarto da Espanha no ano passado, com 170 euros (US$198), um aumento de 6% em relação a 2024, informou a Exceltur.