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SÃO PAULO – O aumento da taxa Selic no próximo ano não deve afetar o crescimento esperado para o crédito à pessoa física, de 20% ao ano, de acordo com o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli.
“O Brasil está com uma economia estabilizada há alguns anos, mas, principalmente nos últimos cinco anos, a taxa de inflação no Brasil é entre 4% e 5%, que é uma taxa considerada razoável. A gente acredita que, se a inflação se mantiver nestes níveis, a Selic pode subir um pouco, mas não nestes rumores todos que passaria a 11% ou 12% ao ano. Deve ficar entre 8,5% e 9% ao ano e, com isso, não vai afetar muito a oferta de crédito”, explicou.
O crédito à pessoa física no Brasil está em torno de R$ 450 bilhões, enquanto o crédito à pessoa jurídica está em cerca de R$ 480 bilhões, o que significa que o volume de empréstimos liberados aos consumidores está “encostando” no dos liberados às empresas.
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Incentivos para o crédito
Além da taxa Selic, que não deve subir muito e vai ajudar o avanço do crédito no Brasil, o crescimento da economia brasileira e eventos mundiais que acontecem no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, também devem movimentar este mercado.
“Eles [os eventos] vão gerar mais emprego, vão gerar mais renda, e as pessoas vão ter mais renda para poder comprar. E como compram? Compram financiado, o que movimenta o mercado de crédito indiretamente”, explicou Savioli.
Sobre quais as modalidades que devem se desenvolver mais, ele citou o financiamento de veículos, apesar de o Brasil já ter uma frota grande, se comparada à média mundial, de eletroeletrônicos, já que “continua a ser o sonho de consumo do brasileiro uma TV de plasma ou uma TV de LCD”, os cartões de crédito e também o financiamento imobiliário, que, apesar de não ter participação grande no total de crédito, tem crescido.