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SÃO PAULO – Os consumidores ainda não sentiram no bolso, mas nos próximos dias poderão notar novo aumento no preço dos combustíveis. O alerta é do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), que afirmou o reajuste do álcool em 14% nesta quinta-feira (04) junto aos revendedores.
Repasse do reajuste ao preço da gasolina
O reajuste tem impacto direto sobre o preço da gasolina, considerando que 25% do combustível é composto por álcool. Diante disso, o repasse sobre o preço da gasolina ficou em 2,9%. O preço do álcool, vale dizer, é influenciado por questões relacionadas à safra da cana-de-açúcar e demanda interna.
De acordo com representantes dos postos, a alta pode não chegar às bombas. Isto porque esta pode ser a estratégia de muitos para ganhar clientes ou não perdê-los para a concorrência. Como o mercado é livre, o aumento não é necessariamente unilateral e obrigatório.
Gás de cozinha também pode ficar mais caro
A onda de reajustes deve chegar também ao gás de cozinha (GLP). A decisão em elevar o preço do gás de botijão se deu em razão do dissídio da categoria, despesa que será repassada aos consumidores. O dissídio incorreu em reajuste salarial de 6,7%, mas ainda não se sabe se o repasse será integral ou não.
O reajuste, segundo empresários do setor, vai depender da aceitação do consumidor. Se houver queda nas vendas, as empresas serão obrigadas a baixarem os preços.
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