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SÃO PAULO – Nesta sexta-feira (28) a greve geral convocada por centrais sindicais contra as reformas da Previdência e das leis trabalhistas, deve tomar as ruas de São Paulo e pode atingir diversos serviços da capital como transporte público, bancos, correios e até escolas. Paralisações também estão previstas em todos os outros estados.
Na capital paulista, uma manifestação está agendada para as 17h no Largo da Batata, região Oeste da cidade, e deve contar com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Frente Brasil Popular, da Frente Povo Sem Medo, entre outros.
Confira, abaixo, o que deve parar nesta sexta-feira:
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Metrô
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aderiu à paralisação desta sexta-feira. De acordo com a SP Trans, duas linhas estão operando parcialmente: a linha 1-Azul de Ana Rosa a Luz, e a linha 2-Verde, de Ana Rosa a Clínicas. A linha 4-Amarela segue com funcionamento integral.
A linha 3-Vermelha (Corinthians Itaquera / Palmeiras Barra Funda), e o monotrilho da linha 15-Prata (Vila Prudente/Oratório) estão paralisados. A expectativa é de que não funcionem por 24 horas.
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CPTM
O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo decidiu na última terça-feira (25), participar da greve geral. As linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da CPTM não estão funcionando e devem ficar paralisadas por 24 horas.
Ônibus
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O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo se reuniu na última quarta-feira (26) e declarou total adesão à greve geral. “Nenhum ônibus vai sair das garagens, os diretores, delegados, cipeiros e militância estarão nas bases orientando sobre a paralisação que será de 24 horas”, afirmou o presidente do sindicato, Valdevan Noventa. O Sindicato dos Rodoviários do Grande ABC também prometeu parar, votando a favor da mobilização.
Escolas particulares
O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), que representa cerca de 50 mil profissionais do ensino infantil ao superior também optou por aderir à greve desta sexta-feira. De acordo com o sindicato, até o momento 150 escolas já estão confirmadas. Colégios como o Oswald de Andrade, Santa Cruz, São Luís, Stance Dual, Rainha da Paz e Escola da Vila, por exemplo, já aderiram ao movimento.
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Escolas públicas
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), aprovou a participação dos professores da rede pública na greve geral. Segundo o sindicato, macrorregiões devem combinar atividades em horários alternados nas cidades para que elas aconteçam durante o dia todo.
Bancos
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O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região afirmou que pelo menos oito em cada dez bancários decidiram pela participação da categoria na mobilização. O índice de aprovação, segundo o sindicato, foi de 81%, e foi obtido por meio de votações em assembleias realizadas em dezenas de locais de trabalho, com participação de 15.613 trabalhadores de bancos públicos e privados.
Correios
Os correios entraram em greve por tempo indeterminado a partir das 22h da última quarta-feira (26). As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
Aviões
Os aeroviários de Guarulhos, que trabalham no check-in, na pista, abastecimento e guichê de informações, realizaram uma assembleia na última quinta-feira (27) e decidiram aderir à paralisação nacional de 24 horas nesta sexta-feira (28). De acordo com o sindicato, 30% dos aeroviários de Guarulhos vão manter as atividades, acatando à Lei de Greve.
Com relação aos pilotos e comissários de voo, uma assembleia realizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, na última quinta-feira, decidiu, após avanços em negociações, por não aderir à greve geral e por encerrar as manifestações, que estavam sendo realizadas desde segunda-feira (24), quando a categoria decretou estado de greve.
Demais serviços
Costureiras, frentistas, gráficos, eletriciários, metalúrgicos, vigilantes e porteiros também aderiram à mobilização.