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SÃO PAULO – Na tentativa de agilizar o mecanismo de compensação de cheques, assim como reduzir em até 80% os custos operacionais destas operações, a Abracheque (A Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques) está estudando um novo mecanismo de compensação.
Mais rápido e barato
Ao contrário do que acontece atualmente nas compensações, em que o cheque é enviado de volta para o emitente, no novo sistema seria feita uma leitura eletrônica do papel na própria loja. Para o presidente da Abracheque, Carlos Pastor, a redução nos custos operacionais seria possível uma vez que não seria mais preciso armazenar cheques, ou enviar folhas dos cheques por malote.
Além disto, as operações seriam muito mais rápidas, o que por sua vez facilitaria o controle dos cheques sem fundo. O grande entrave ao novo sistema é que os lojistas teriam que arcar com os custos de instalação do novo aparelho em seus estabelecimentos comerciais.
Lojistas arcariam com custos
Desta forma, o sucesso da adoção do novo sistema vai depender da capacidade dos comerciantes de identificar formas de repassar estes custos gradativamente para os consumidores, sem com isto afetar as vendas. Pastor lembra que o repasse de custos é uma preocupação do comércio, e que muitos comerciantes recusam alguns cartões simplesmente porque não conseguem repassar os altos custos cobrados pelas operadoras de cartão ao consumidor.
Em abril deste ano, o Banco Central aprovou a Circular 3.118, que permite que os bancos que operam conta corrente e tenham acordo bilateral possam trocar cheques entre si. Segundo o presidente da Abracheque este teria sido o primeiro passo na direção da introdução do novo sistema de compensação de cheque, que seria efetuado no ponto de venda.