Abia prevê crescimento de 3% na produção de alimentos em 2003

Setor deve acompanhar crescimento econômico do país; câmbio deve continuar beneficiando exportações

Publicidade

SÃO PAULO – A Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia) projeta crescimento de 3% na produção de alimentos em 2003, enquanto o faturamento deve aumentar entre 2,5% e 4% no mesmo período. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a entidade projeta crescimento entre 2,5% e 3% em 2003.

Para 2002, a estimativa é de crescimento de 2,5% na produção do setor, enquanto isso, o faturamento já descontado a inflação deve crescer cerca de 3% em 2002 frente aos R$ 112 bilhões de 2001. Já o PIB no período deve crescer 1,5%.

Os dados da pesquisa revelam que o setor acumulou alta de 1,9% na produção entre janeiro a outubro de 2002 enquanto no acumulado dos últimos doze meses encerrados em outubro, o crescimento foi de 2,5%.

Setor deve ter obtido bom resultado em 2002

Como os dados não incluem os meses de novembro e dezembro, período em que as vendas internas e externas aumentam consideravelmente, o resultado de 2002 deve ser ainda melhor. Além disso, a taxa de câmbio se estabilizou um pouco no final do ano.

No entanto, vale ressaltar que a base comparativa é bastante forte, visto que em 2001, as exportações de alimentos chegaram a US$ 10 bilhões, mesmo com a crise energética. Nos anos anteriores, a média de exportações era de US$ 8 bilhões. Em 2002, as vendas externas do setor devem superar a do ano anterior, em função do câmbio depreciado e em 2003 devem chegar a US$ 11 bilhões.

Canal de vendas para exportações

Para ampliar o canal de venda com o exterior, a Abia em parceria com a Apex (Agência de Promoção às Exportações) lançou, em dezembro, a Central Taste Brazil, que deve receber cerca de R$ 12 milhões, com intuito, de aumentar as exportações do setor para R$ 15,84 bilhões em 2004, além de prever a incorporação de cinco mil empresas de alimentos ao segmento de exportação.

Continua depois da publicidade

A entidade também espera que os preços dos alimentos comecem a se estabilizar, visto que os repasses da alta do dólar ao consumidor já foram feitos. A desaceleração do dólar frente ao real também deve contribuir com as indústrias de alimentos, pois uma parte significativa dos custos é atrelada a moeda norte-americana.