123 Milhas suspende vendas e emissões de viagens com datas flexíveis

A empresa justificou a medida alegando uma "persistência de circunstâncias de mercado adversas", alheias a sua vontade

Equipe InfoMoney

(Getty Images)
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A 123 Milhas anunciou na noite desta sexta-feira (18) que está suspendendo a venda e a emissão de novas passagens da sua linha promocional, ou PROMO, que trabalha com datas flexíveis.

A medida, além de interromper o produto, também impacta quem já comprou pacotes para os meses de setembro a dezembro deste ano. Quem adquiriu um pacote e já recebeu sua passagem, contudo, irá viajar normalmente.

A empresa justificou a medida alegando uma “persistência de circunstâncias de mercado adversas”, alheias a sua vontade.

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Clientes que já adquiriram passagens através da linha promocional para os meses atingidos receberão vouchers acrescidos de correção monetária de 150% o CDI, o que fica acima da inflação e dos juros do mercado. Os vouchers poderão ser utilizados na compra de quaisquer passagens, hotéis ou novos pacotes com a companhia e a empresa afirma que entrará em contato com clientes explicando caso a caso.

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A medida não agradou os clientes. As redes sociais da empresa e de páginas de viagens foram tomadas por críticas.

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No perfil do Instagram “Passagens Imperdiveis”, especializado na divulgação de promoções no setor de turismo, a advogada Rayane Correia afirmou que não aceitará o voucher. “Eu não paguei com voucher. Paguei com dinheiro. A devolução com correção é o mínimo a ser feito no âmbito legal. A empresa não está ‘sendo gente boa’. Não aceitarei”, falou.

Katia Gomes foi na mesma linha. “Queremos estorno em dinheiro, não em voucher. Nos programamos para viajar em novembro. O que vou fazer com um voucher se não posso viajar em novembro?”.

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Dahyl Guimarães expõe que comprou um pacote desconfiado. “Falaram que estudaram e fizeram projeções, mas que não contavam com o aumento do turismo no pós pandemia. Eu não sou economista e nem trabalho com turismo, mas eu já imaginava”.

Tempo atrás, a Hurb também enfrentou problemas parecidos. A companhia, para manter sua operação funcionando, chegou a demitir mais de 400 funcionários e passou por todo um escândalo envolvendo o seu antigo diretor executivo (CEO).

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