Quais sinais de otimismo podem ser interpretados com os crescentes IPOs?

Ainda são esperados mais 15 IPOs até o final do ano: você vai se posicionar em algum desses?

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O IPO, sigla que vem do inglês “Initial Public Offering” e significa oferta pública inicial, é um dos eventos mais acompanhados pelos investidores mais experientes e nada mais é do que a abertura de capital de uma empresa na bolsa.

Quando uma empresa faz esse movimento, ela se financia com o dinheiro pago pelos seus primeiros acionistas em bolsa e esses, por sua vez, se tornam sócios dessa empresa e podem negociar essas ações com outros investidores dali para a frente.

Então, qualquer empresa pode fazer um IPO?

Não é bem assim. Para a empresa abrir capital em bolsa necessita de um grau de maturidade mais elevado e os trâmites para que isso aconteça exigem uma certa burocracia.

A empresa precisa estar bem situada no mercado, ter processos bem definidos, uma hierarquia bem distribuída e outras práticas bem vistas pelo mercado.

O primeiro passo para que uma empresa passe a ser negociada em bolsa é ter um planejamento para todo esse trâmite e que seja uma empresa auditada. Uma auditoria nada mais é do que o trabalho de uma instituição terceirizada contratada para analisar os dados financeiros da companhia em questão.

Após essa etapa, é necessário que seja feito um “Roadshow” para que a empresa seja apresentada ao mercado financeiro de uma forma geral, entre corretoras, bancos de investimentos e investidores.

Depois desses passos, a empresa deve se registrar e listar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e criar o seu prospecto.

Por fim, as instituições financeiras ofertam o ativo para os seus clientes e a demanda por aquele ativo é estimada para que no dia do IPO os clientes tenham as devidas proporções daquela empresa.

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Mas como isso pode ser interpretado como um otimismo econômico?

Veja bem, se um mercado está enfraquecido e com muita desconfiança quanto ao seu futuro, a pressão por venda de ativos aumenta frente a pressão compradora e as ações se desvalorizam. É entendido pelo mercado que aquele não é um bom momento para se investir.

Por outro lado, se o mercado está aquecido e os investidores tanto institucionais quanto pessoas físicas estão buscando ativos financeiros mais arrojados é porque a expectativa de crescimento para aquele setor ou mercado é positiva.

Todos concordamos que esse último cenário é muito mais interessante para uma empresa ofertar as suas ações no mercado e fazer a sua “grande estreia” do que no primeiro cenário comentado.

Agenda de IPOs

Com o cenário acima exposto, você sabia que em 2021 somando todos os IPOs que já tivemos as cifras chegam a cerca de R$ 40 bilhões? Em média, a performance do preço do ativo desde a sua abertura de capital gira em torno de 175% de valorização.

Alguns fatores como a retomada da economia em paralelo com a melhora do cenário global, somados ao avanço da vacinação em massa atraíram investidores domésticos e estrangeiros para a Bolsa.

Ainda são esperados mais 15 IPOs até o final do ano. E aí, você vai se posicionar em algum desses?

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Filipe Fradinho

É analista CNPI da Clear Corretora, formado em administração de empresas pela PUC-RIO. Acumula passagens por empresas como Ágora Corretora, Órama e Ativa Investimentos. Atuou como trader profissional, operando Day Trade e Swing Trade de Ações, mas se especializou em operações de Day Trade no mercado futuro de índice e dólar. Atualmente, faz parte do #TeamClear e é responsável pela sala educacional de Análise, a EducaClear, no canal da Clear no YouTube.