Redução de custos e venda de ativos: o que deve guiar a virada da Petrobras no 1º trimestre de 2017

Resultado sai nesta quinta-feira após o fechamento do pregão: confira o que esperar

Lara Rizério

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SÃO PAULO – A redução dos custos operacionais e o progresso da venda de ativos, com destaque para a venda da NTN (Nova Transportadora do Sudeste) levarão a Petrobras (PETR3;PETR4) a registrar um novo resultado positivo, de acordo com previsão de analistas compilada pelo InfoMoney. O resultado sairá nesta quinta-feira (11) após o fechamento do pregão e a expectativa é de que a petroleira reverta o prejuízo e registre lucro de R$ 4,36 bilhões no primeiro trimestre deste ano. 

O Itaú BBA e o Credit Suisse apontam que o trimestre será afetado pelos ganhos não-recorrentes, com destaque para a venda da NTN para a Brookfield. A estatal recebeu parcela de US$ 4,23 bilhões pela operação. Já com relação ao Ebitda, os analistas do Credit apontam que esperam resultados semelhantes ao trimestre anterior, com os preços dos combustíveis ligeiramente mais elevados sendo parcialmente compensados por uma produção ligeiramente inferior. 

“Acreditamos que a Petrobras deva continuar a apresentar bons resultados operacionais no primeiro trimestre de 2017, o que deverá resultar em uma geração de fluxo de caixa positiva impulsionada por: (i) maiores margens no segmento de refino, refletindo a estratégia da empresa de manter os preços dos combustíveis domésticos acima dos preços internacionais, ii) previsão de queda nos custos de extração no setor de exploração e produção; iii) capex (investimentos em bens de capital) abaixo do esperado, de US$ 5 bilhões em média por trimestre”, aponta o Santander.

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Já o Itaú BBA prevê que a receita deverá ficar praticamente estável na comparação com o quarto trimestre de 2016, apontando que a leve alta de 2% no preço realizado de combustíveis será compensada pelo volume de vendas, sazonalmente mais baixo. “Assumimos que a Petrobras não vai ganhar market share [participação de mercado] em diesel e gasolina, devido à competição dos [produtos] importados”, ressaltam os analistas. 

O Itaú BBA também aponta esperar que os custos recorrentes devam manter a tendência de baixa após as iniciativas de redução de custos e também em termos de sazonalidade (o primeiro trimestre geralmente registra menores custos). Os custos em dólar deverão apresentar um pequeno aumento em relação ao quarto trimestre de 2016, devido à menor produção e à valorização do real, enquanto as despesas gerais e administrativas devam continuar sob controle.

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Em meio a esses números, os analistas do Santander têm uma visão positiva para o papel de olho seu programa de desinvestimentos, com meta de US$ 21 bilhões no biênio 2017-2018, o que é fundamental para a desalavancagem. Além disso, a perspectiva sobre o desenvolvimento do acordo com o governo sobre a questão da cessão onerosa é um dos catalisadores positivos para a estatal. Desta forma, além dos números apresentados nesta quinta-feira, o mercado ficará de olho dos próximos passos a serem dados pela companhia. Assim, além do balanço, os analistas de mercado e investidores ficarão atentos à teleconferência, que ocorrerá às 12h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (12). 

Confira o que esperar para o balanço da Petrobras no primeiro trimestre de 2017:

em R$ milhões  1T17E 1T16 1T17E/1T16
Lucro Líquido   4.364 -1.246
Receita líquida 71.005 70.337 +0,95%
Ebitda  23.804 21.091 +12,87%
Margem Ebitda 34% 30% +4 p.p.

 

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Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.