Lava-Jato: Participantes do esquema de corrupção x Negociadores do silêncio dos acusados

Confira no blog do Terraço Econômico os dois grupos investigados na Lava-Jato: quem participou do esquema e quem tentou silenciar os acusados.

Terraço Econômico

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A delação premiada de Delcídio do Amaral mexeu nas estruturas políticas brasileiras, ao mencionar políticos de diversos partidos, em diversas ocasiões (não só na Lava-Jato, como na CPI dos Correios, Mensalão, entre outros eventos). A repercussão foi arrasadora: governo e oposição não sabem o que está por vir a partir dos fatos narrados pelo ex-líder do governo no Senado, assim como o encorajamento de novas delações dos mencionados por Delcídio.

O corpo está estatelado na sala. Uma hecatombe política sem precedentes. E ninguém sabe muito bem como reagir.

O fato é que, depois de mais de dois anos do início das fases da Operação Lava-Jato, parece que vai se delineando dois grupos de investigados:

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O juiz Sergio Moro já deve ter duas pastas para separar os casos. É tantos nomes que fica difícil definir em qual se aprofundar. E pensar que a investigação poderia nem ter ocorrido caso as empreiteiras acusadas tivessem aceitado um acordo de leniência proposto pela Justiça.

O preço era assumir a culpa em atos de corrupção envolvendo a Petrobras e pagar uma indenização a ser rateada entre as empresas. Algo estimado, na época, em R$ 1 bilhão, valor que teria surgido a partir de conversas de Bastos com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A proposta foi recusada. Dois meses depois, a Polícia Federal começou a prender executivos de empresas como Camargo Corrêa, OAS, Engevix, UTC, Andrade Gutierrez e Odebrecht.

No fim das contas, a vida acaba imitando a arte. Como no seriado House of Cards, é preciso esperar até o último momento para descobrir as reais motivações e como as intrigas políticas podem impactar no futuro do Brasil. Novos capítulos da saga estão por vir, e os efeitos são cada vez mais incertos.

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Arthur Solowiejczyk
Economista pela Escola de Economia de São Paulo – FGV 

[1] E quase que a gravação do filho de Nestor Cerveró, Bernardo, que deu origem as investigações contra Delcídio e André Esteves, do BTG, não deu certo. Ver mais detalhes em: http://goo.gl/vSUkqn

[2] Ver mais detalhes em: http://goo.gl/oHgWgB

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O Terraço Econômico é um espaço para discussão de assuntos que afetam nosso cotidiano, sempre com uma análise aprofundada (e irreverente) visando entender quais são as implicações dos mais importantes eventos econômicos, políticos e sociais no Brasil e no mundo. A equipe heterogênea possui desde economistas com mestrados até estudantes de economia. O Terraço é composto por: Alípio Ferreira Cantisani, Arthur Solowiejczyk, Lara Siqueira de Oliveira, Leonardo de Siqueira Lima, Leonardo Palhuca, Victor Candido e Victor Wong.