Viajar para os ‘States’, mesmo com dólar alto, ainda é um bom negócio

O dólar americano nunca esteve tão alto. Apesar disto, ainda vale, e muito viajar para os Estados Unidos.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores
arrow_forwardMais sobre

A estrada é a Interestadual 95, a principal auto-estrada da costa leste. Ela corta os Estados Unidos. O pedágio para passar por Nova York não é barato. Custa US$ 13,00 (R$ quase 40,00) só para “passar” pela Big Apple, como é chamada uma das maiores cidades americanas. Mas, se comparados ao Brasil, os preços aqui ainda são bem mais baratos. Apesar da alta do dólar. A começar pela gasolina. Custa ao redor de US$ 2,80 ou cerca de R$ 8,00. Calma. Estou falando do galão de combustível, ou seja, 3,7 litros. Dá mais ou menos R$ 2,00 por litro.

Facilities, facilities, facilities

Mas as facilidades não param por aí. Hospedagem, aluguel de veículos, transporte público etc. Tudo funciona. Os impostos, comparativamente ao Brasil, são mais ou menos os mesmos. Caros. Cerca de 35 por cento sobre os salários, por exemplo. Porém,o que o governo dá em troca é claramente perceptível. Aqui nos Estados Unidos paga-se muito imposto. Em compensação, é possível ver o governo trabalhando por toda a parte. Seja nos serviços, seja na qualidade de vida, os impostos voltam para o contribuinte. E voltam rapidamente.

Preços, preços, impostos, impostos

Dica. Quando vier para os “States” fique atento. Os preços de tudo (mercadorias, restaurantes,etc) não tem os impostos inclusos. Só na hora de pagar eles são incluídos. Variam para roupa, bebida, produtos eletrônicos, enfim, para cada item. Variam, também, de estado para estado e podem girar entre 3 e 15 por cento, o que torna o valor final substancialmente mais alto. Mesmo assim compensa.

Quem compara, repara

Sempre comparo. Inevitável comparar. Estou nos EUA. Acabei de alugar um carro considerado “médio” por aqui. Um chevrolet cruise 2015. Estou pagando inacreditáveis R$ 40,00 por dia. Dispensei seguros adicoonais oferecidos sem custos pelo meu cartão de crédito. Logo, o aluguel de um “carrão” para os padrões brasileiros fica ridiculamente barato. Um hotel de beira de estrada (estou viajando entre Washington,DC, e Boston, Massachusetts) em média US$ 70,00, ou algo próximo dos R$ 180,00). Uma diária no hotel Ibis em Osasco custa R$ 210,00! E olha que aqui grande parte dos hotéis de beira de estrada tem uma pequena cozinha.

Livre do trânsito infernal brasileiro

O trânsito entre Washington e Boston é pesado, especialmente próximo a Nova York. No entanto, é um trânsito seguro, civilizado. Sabe aqueles milhares de motoqueiros que infernizam você nas grandes cidades brasileiras? Por aqui, não existem. Sabe aqueles milhares de buracos de nossas cidades e estradas? Por aqui, não existem. O que existem são pedágios, e muitos. Mas, comparando ao Brasil e, especialmente a São Paulo, são proporcionalmente muito mais em conta. Estradas boas, ruas e avenidas sempre conservadas, tudo limpo, civilizado. Ah o primeiro mundo, dirão voces… E estarão corretos.

Estamos invadindo a praia dos EUA

Não é a toa que, em 2013, o número de vistantes brasileiros nos Estados Unidos bateu um recorde histórico: 2,06 milhões de turistas vindos de nossa terrinha. Tais números representam um aumento de 15 por cento em relação a 2012 e, pasmem, de 534 por cento em relacão a 2003 (quando apenas 325 mil brasileiros visitaram a terra de Tio Sam).

Dados oficiais

Quem afirma é o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Somos, hoje em dia, a quinta nação do mundo que mais envia turistas para cá. Só perdemos para o Canadá (com 23,3 milhões de visitantes nos EUA em 2013), México (14,3 milhões), Reino Unido (3,8 milhões) e Japão (3,7 milhões). Sim, estamos também entre os cinco primeiros gastadores nos Estados Unidos, considerando passagens, hospedagem e compras.

Gastadores compulsivos ou preços infinitamente mais baratos?

Desde 2004, os gastos dos brasileiros em território norte-americano aumentaram cerca de 560%. Há dez anos as despesas crescem dois dígitos. Convencido agora de que as coisas por aqui são bem mais baratas que por aí? Não? Pois os americanos e meu contador estão. Explico. Meu contador, comigo há muitos anos, certo dia me disse. “Estou pensando em me aposentar nos Estados Unidos”. Como assim, perguntei perplexo? “É que comprei um apartamento em Miami.Está alugado. Mas as coisas sobem tanto aqui no Brasil que, no futuro, aposentado, penso em mudar para lá”. Claro, retruquei. E fiquei pensando. Se ele comprou vou pensar seriamente a respeito. Convencido agora?  Ainda não? Então vai lá no portal O Que Vi Pelo Mundo (www.oquevipelomundo.com.br) e confere dicas sobre Washington, por exemplo. Boa e barata viagem ou, “have a good and cheap trip!”

Dia de céu azul em Boston – EUA | Crédito: Paulo Panayotis

Pedágio em Nova York | Crédito: Paulo Panayotis

Passando por Nova York | Crédito: Paulo Panayotis

Paulo Panayotis