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Índia: que país é esse?

Pela janela do carro imagens de cinema se alternam. Ora um rebanho de ovelhas com o cão pastor, ora um urso amestrado dançando ao som de um tamborete, ora elefantes atravessando a rua. Que roteiro é esse? Que país é esse?

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Pela janela do carro imagens de cinema se alternam.

Ora um rebanho de ovelhas com o cão pastor, ora um urso amestrado dançando ao som de um tamborete, ora elefantes atravessando a rua. Que roteiro é esse? Que país é esse? O ano, 1998. O país, a Índia.

Estava tendo o privilégio de visitar um lugar mágico, exótico, único. Tinha sido designado pela emissora de televisão onde trabalhava na época para fazer um documentário sobre esta estranha e longínqua nação.

A maior democracia do planeta

Há 16 anos, as estradas eram poucas e os animais, gado em sua maioria, abundantes. Não se esqueçam de que a Índia abriga mais dialetos do que qualquer outro país no mundo. Não se esqueçam também que é a maior democracia no planeta. Naquela época, abrigava quase um bilhão de almas. Hoje, é o lar de 1 bilhão e 200 milhões. Por lá, a vaca era e ainda é sagrada. Atreva-se a tocar em um simples animal, sequer espantá-lo e a fúria dos deuses, acrescida à dos humanos, poderá ser inesquecível.

Corpos ardendo em chamas

Como foi inesquecível um ritual de cremação de corpos  que presenciei à beira do rio Ganges. Pequenos  tijolos de palha misturados a esterco de vaca eram o combustível. Sobre uma pilha destes tijolos ardendo em chamas corpos se desintegravam. Para nós, ocidentais, pode parecer terrível e até macabro. Mas para os hindus, trata-se de um ritual de passagem. Afinal, o ciclo da vida para eles, não se encerra com a morte.

Contrastes, contrastes, contrastes

A Índia é um lugar de contrastes em todos o sentidos. Espirituais, gastronômicos, políticos, científicos.É um lugar que fica arraigado para todo o sempre em sua alma. Cores, cheiros e sabores são lembranças que carrego até hoje.

“Nuclear Barrefoot”

Como esquecer uma visita que fiz a uma usina atômica? No final dos anos 90, a energia atômica era uma tendência. Não havia a tal de consciência ecológica disseminada. Em meio a equipamentos ultramodernos, um indiano, explicava em inglês com forte sotaque, o funcionamento daquela que era, segundo ele, uma das mais modernas usinas atômicas em funcionamento no mundo. Em um instante, desviei meus olhos das máquinas para os pés do nosso professor doutor em energia atômica. Fiquei boquiaberto.Sim, ele estava descalço, como veio à terra. Nunca esqueci estas contradições, surpresas e momentos especiais.

Vamos para a Índia?

Nas próximas semanas, vocês viajarão comigo para este lugar único, misterioso, apaixonante.  Embarco para a Índia para mostrar o turismo neste país. Uma nação que evoluiu, se transformou em expoente tecnológico sem esquecer suas origens, seus deuses, sua devoção. Viajem comigo por um país que é o sonho de muita gente. Vale a pena o investimento… Namastê.

Com a cobra no pescoço em 1998. Nova Delhi, India. Crédito: Paulo Panayotis

Embarcando novamente para a Índia 16 anos depois. Crédito: Paulo Panayotis

Paulo Panayotis