Envelhescência: uma viagem imperdível

<strong>Já pensou em se tornar surfista aos 60 anos? E em pular de para-quedas aos 70? Se formar médico aos 80 ou praticar artes marciais aos 90? Será possível? Não só é como há cada vez mais gente fazendo coisas que até adolescentes, hoje em dia, não fazem! Quem? Onde? Como? No excelente documentário Envelhescência, muitas e muitas pistas reais de quem conseguiu dar um chute na vida!</strong>

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Envelhescência: uma viagem imperdível

Aos 60 anos de idade, Edmeia Corrêa se tornou surfista. Pouco antes do 70 anos, Luiz Schirmer virou paraquedista e Judith Caggiano começou a tatuar o próprio corpo. Com mais de 70 primaveras, Oswaldo Silveira é maratonista campeão conhecido no mundo inteiro. Aos 84, Edson Gambuggi se formou em medicina e até hoje, o japonês Kenji Ono, introdutor da técnica oriental de aikidô no Brasil, dá aulas. Está com quase 90!

Viajar na melhor fase da vida
Na Europa e nos EUA, no primeiro mundo enfim, pessoas que já se “aposentaram”  costumam aproveitar esta fase da vida viajando, conhecendo novos destinos, sabores e paladares.
A estrutura do chamado “mundo civilizado” permite e incentiva isto. Viajar, sair, desvendar, conhecer, aproveitar. Por aqui, este ainda é um sonho para muitos e um privilégio para poucos.
Poucos mas nem por isso únicos. Os personagens que citei acima fazem parte do extraordinário documentário que assisti em pré-estreia para a imprensa nesta semana.

Terceira idade sem pieguice!
Não, eles não são personagens de nenhuma ficção científica. Nem a idade deles está errada. Eles foram escolhidos, entre tantos outros, para compor o documentário “Envelhescência”, que estará em cartaz em breve inicialmente em São Paulo e depois em todo o Brasil.
Segundo o diretor Gabriel Martinez, o termo “Envelhescência, título do documentário, surgiu em 1996 para descrever a transição da vida adulta para a velhice, uma alusão ao termo que define a fase entre a infância e a vida adulta, a adolescência.

Estado mental+estado físico = nova terceira idade
De forma sutil e principalmente sem pieguice, o filme mostra que ser velho, nos dias de hoje, mudou muito. Ser velho é, principalmente, um estado mental.  Trata-se, na verdade, de uma abordagem real e sensível sobre uma nova perspectiva de velhice com qualidade de vida.
Há vinte, trinta anos, a expectativa de vida no Brasil era de 50, 55 anos. Hoje, três décadas depois, subiu para 70, 75! É uma nova forma de ver e viver a chamada terceira idade.

Já chegou aqui, mas só agora se deram conta
Lá fora, essa realidade já chegou faz tempo. Por aqui, recém chegada, ainda tem muito que caminhar. Mas já há passos largos e objetivos nesta direção. Os personagens deste documentário pensado, executado e realizado de forma humana e sensível, provam isso. Todos, segundo minha ótica, envelheceram com qualidade de vida. Todos, rigorosamente todos, tem objetivos, anseios, vontades. Todos ainda têm muito o que fazer. Seja pular de paraquedas, surfar, estudar, correr, amar, viver, viajar! 

Kalache, Goldenberg e Cortella: que envelhescentes!
Abrilhantado com a participação de craques como Alexandre Kalache, médico e presidente do Centro Internacional de Longevidade, Miriam Goldenberg, socióloga e doutora em Antropologia Social e do meu amigo filósofo, escritor e professor universitário Mario Sérgio Cortella, o documentário é muito mais que uma lição de vida! É uma chacoalhada na vida! Uma viagem imperdível.

SERVIÇO : Centro Cultural do Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro – São Paulo – Dias 18, 19 e 22 junho 13 e 15 horas e dias 20 e 21 de Junho 13 horas. Entrada gratuita.


Edmeia Correa, 60 anos, surfista | Crédito: Gabriel Martinez


Luiz Schrimer, 70 anos, paraquedista | Crédito: Gabriel Martinez


Judith Caggiano, 70 anos, madrinha de motociclistas | Crédito: Gabriel Martinez


Oswaldo silveira, 70 anos, maratonista | Crédito: Gabriel Martinez


Edson Cabuggi, 84 anos, médico | Crédito: Gabriel Martinez


Kenji Ono, 90 anos, mestre em artes marciais | Crédito: Gabriel Martinez

Paulo Panayotis