Quais profissões estarão em alta em 2018?

A principal recomendação para qualquer profissional em 2018 é: seja rápido.   As maiores oportunidades de prosperidade e sucesso de carreira ocorrem nas chamadas novas fronteiras, isto é, nos mercados que nunca existiram antes e surgem principalmente em decorrência de uma nova onda tecnológica. A dificuldade de reconhecê-las é enorme, pois o sucesso de algo novo não é visível para a maioria e representa riscos elevados para os iniciantes: assim, as décadas de 1920 e 30 foram momentos extraordinários para quem se envolveu com a indústria da aviação. Já os anos de 1950 e 60, o foram para quem trabalhou na indústria da computação de grande porte. A década de 1980 foi o início da era de ouro dos microcomputadores; já o fim dos anos 90 e início de 2000, para a internet, os celulares e, depois, as redes sociais. 
Por  Silvio Celestino
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A principal recomendação para qualquer profissional em 2018 é: seja rápido.

 

As maiores oportunidades de prosperidade e sucesso de carreira ocorrem nas chamadas novas fronteiras, isto é, nos mercados que nunca existiram antes e surgem principalmente em decorrência de uma nova onda tecnológica. A dificuldade de reconhecê-las é enorme, pois o sucesso de algo novo não é visível para a maioria e representa riscos elevados para os iniciantes: assim, as décadas de 1920 e 30 foram momentos extraordinários para quem se envolveu com a indústria da aviação. Já os anos de 1950 e 60, o foram para quem trabalhou na indústria da computação de grande porte. A década de 1980 foi o início da era de ouro dos microcomputadores; já o fim dos anos 90 e início de 2000, para a internet, os celulares e, depois, as redes sociais.

 

O que virá em seguida?

 

Neste momento a tecnologia de livros-razão distribuídos (conhecida pela sigla em inglês DLT – Distributed Ledger Tecnology) começa a despontar como a nova fronteira.

 

Ela permite que transações sejam registradas com segurança e justiça por meio de uma plataforma que certifica que esse registro reflete a realidade de um fato. A primeira geração bem-sucedida dessa tecnologia, chamada blockchain, é a base na qual foi desenvolvido o Bitcoin, uma moeda virtual criptográfica.

 

Isso pode parecer complicado em um primeiro instante, mas essa tecnologia permite que transações sejam realizadas sem a necessidade de um intermediário que assegure sua veracidade e validade.

 

Os benefícios são gigantescos: liberdade de transações, redução de custos de segurança e de execução de contratos, transparência, entre outros.

 

Ela deverá impactar áreas extremamente sensíveis e relevantes de nossas vidas: governos, bancos, cartões de crédito, corretoras de seguros e de valores mobiliários, cartórios, imobiliárias, editoras, enfim, um sem número de atividades serão modificadas nos próximos anos.

 

Isso exigirá pessoas capazes de compreender essa tecnologia e como ela afeta cada ramo de negócio e os governos. Esta é a oportunidade para profissionais estratégicos dos setores mencionados acima, por exemplo.

 

Entretanto, a base de desenvolvimento dessa tecnologia exigirá a formação maciça de especialistas de computação capazes de desenvolvê-la e aplicá-la: cientistas de dados, analistas de segurança da informação, desenvolvedores de softwares high-end e especialistas em transformação digital, entre outros.

 

Mas, do mesmo modo que o Uber afetou o mercado de proprietários de licenças de táxis, a DLT representa uma oportunidade e também uma grande ameaça para bancos, governos e criminosos. A ponto de alguns grandes grupos empresariais estarem considerando a possibilidade de seu executivo top de tecnologia assumir o posto mais relevante da companhia.

 

Em minha opinião, os governos tentarão primeiro controlar a utilização dessa tecnologia e, se falharem, serão ferozes na tentativa de inibi-la.

 

Embora existam eventos que possam gerar impacto nos mercados e, portanto, nas carreiras: como o Brexit, que deve favorecer as exportações para a Grã-Bretanha, ou o GDPR (sigla em inglês para Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia), que entra em vigor em maio de 2018, penso que os profissionais devem focar as DLTs e seus impactos em suas áreas de atuação.

 

Entretanto, velocidade de aprendizagem é importante. Minha recomendação é que você já comece a se interessar pelas DLTs de segunda geração, pois o blockchain tem problemas que deverão ser corrigidos: principalmente baixa capacidade de lidar com alto volume de transações e justiça na sequência das validações de eventos. Uma recomendação é você olhar com atenção a tecnologia hashgraph – ver em https://goldsilver.com/hidden-secrets/hidden-secrets-of-money-episode-8/ e em www.hashgraph.com  –, pois ela é infinitamente mais veloz do que a blockchain, sua plataforma já está em testes avançados e promete resolver os problemas mencionados.

 

Lembre-se de que a primeira geração de buscadores na internet foi formada pela AltaVista (de uma empresa chamada Digital Equipment Corporation – que foi adquirida pela Compaq e depois pela HP), a segunda foi o Yahoo – mas, quem se tornou vitorioso foi o Google (hoje, Alphabet). Nas redes sociais tivemos o Orkut, depois o MySpace e finalmente o Facebook.

 

Portanto, uma nova fronteira deve ser compreendida com vistas ao domínio da segunda ou terceira geração – e, por isso, este é o momento apropriado para você focalizar a DLT.

 

Não tenha medo se tudo isso lhe parece confuso e distante de seu dia a dia. Pois a principal vantagem de mergulhar na nova fronteira é que todos estão em pé de igualdade, afinal é algo que não existia até agora. A coragem e, principalmente, o interesse em fazer um esforço para compreendê-la, quais suas implicações e qual papel você está apto a assumir para liderá-la em sua área de atuação podem fazer uma diferença enorme em seu sucesso profissional no longo prazo.

 

Comece já!

 

Um feliz 2018 e vamos em frente!

Silvio Celestino É coach de gerentes, diretores e CEOs desde 2002. Também atende a executivos que desejam assumir esses cargos. Possui certificação e experiência internacional em coaching. Foi executivo sênior de empresas nacionais e multinacionais na área de Tecnologia da Informação. Empreendedor desde 1994.

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