O bom gerente sabe ouvir

Por falta de tempo e excesso de atividades, observamos certos gerentes que não ouvem ninguém. Seus subordinados falam, enquanto eles digitam no computador. Seus pares conversam, enquanto eles respondem a mensagens no celular. Até mesmo seus chefes, os diretores, têm de se sujeitar a interromper o que falam, pois esses gerentes estão mais preocupados em fazer anotações do que em ouvi-los atentamente.É difícil sentir-se respeitado quando alguém conversa com você sem olhar nos olhos, digitando no computador, ou simplesmente fazendo outra coisa enquanto está com você.

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Por falta de tempo e excesso de atividades, observamos certos gerentes que não ouvem ninguém. Seus subordinados falam, enquanto eles digitam no computador. Seus pares conversam, enquanto eles respondem a mensagens no celular. Até mesmo seus chefes, os diretores, têm de se sujeitar a interromper o que falam, pois esses gerentes estão mais preocupados em fazer anotações do que em ouvi-los atentamente.

É difícil sentir-se respeitado quando alguém conversa com você sem olhar nos olhos, digitando no computador, ou simplesmente fazendo outra coisa enquanto está com você.

A causa disso é que o gerente não dá a devida atenção a essa habilidade fundamental de liderança que é: saber ouvir.

Ele não percebe, mas é pela falta dessa competência que é informado pela metade a respeito do que acontece na empresa. Afinal, as pessoas abreviam sua fala quando não são olhadas nos olhos, e essa brevidade pode mutilar detalhes importantes, que, se fossem tratados pelo gerente, evitariam grandes dores de cabeça.

Saber ouvir não é uma declaração. Isto é, não adianta um gerente afirmar que é um bom ouvinte. Considere como possibilidade que o indivíduo que sabe ouvir é aquele que gera nos demais a vivência de que são ouvidos.

Para gerar essa experiência, os passos são simples: parar o que está fazendo, olhar nos olhos da pessoa, fazer gestos de concordância, não interrompê-la e, principalmente, não completar suas frases.

O fato de esses passos serem simples, não significa que sejam fáceis de fazer.

Devido à ansiedade do gestor, ao excesso de e-mails e às reuniões infindáveis, há uma grande pressão para que todos falem o mais rápido possível o que precisam.

Entretanto, quanto maior a capacidade do gerente de ser um bom ouvinte, maior a quantidade de informação relevante que terá para definir as ações do departamento.

É verdade que temos pessoas prolixas, que tomam muito de nosso tempo e que precisam aprender a sintetizar suas ideias. Entretanto, o gerente que é um bom ouvinte tem mais chances de ter uma visão abrangente do que acontece na empresa e agir para gerar resultados duradouros.

Quer seja nas empresas ou nas famílias, estamos com falta de bons ouvintes. Eles são essenciais para que as pessoas sintam-se respeitadas e valorizadas. Dois sentimentos fundamentais para o aumento da qualidade dos diálogos e, consequentemente, da qualidade de vida.

O mundo precisa de gerentes que sejam bons ouvintes. Você é um deles?

Silvio Celestino

É coach de gerentes, diretores e CEOs desde 2002. Também atende a executivos que desejam assumir esses cargos. Possui certificação e experiência internacional em coaching. Foi executivo sênior de empresas nacionais e multinacionais na área de Tecnologia da Informação. Empreendedor desde 1994.