Feedback não é para ser traumático

Já vi indivíduos traumatizados por conta de um feedback. No caso mais grave, conheci uma pessoa que teve uma hemorragia provocada pelo estresse de um feedback feito de maneira torturante: ela tinha de ficar de frente para uma parede e de costas para seu chefe e colegas de trabalho que lhe dariam os “feedbacks“, e ela só podia ouvir. Não sei quem foi o idealizador dessa prática infeliz, mas, para minha surpresa, foi aplicada até mesmo em empresas juniores no Brasil.
Por  Silvio Celestino
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Já vi indivíduos traumatizados por conta de um feedback. No caso mais grave, conheci uma pessoa que teve uma hemorragia provocada pelo estresse de um feedback feito de maneira torturante: ela tinha de ficar de frente para uma parede e de costas para seu chefe e colegas de trabalho que lhe dariam os “feedbacks”, e ela só podia ouvir. Não sei quem foi o idealizador dessa prática infeliz, mas, para minha surpresa, foi aplicada até mesmo em empresas juniores no Brasil.

Um feedback malfeito é motivo para os funcionários sentirem-se desprestigiados e desrespeitados. Nos casos mais graves, causam estresse e doenças.

Essa é a competência de liderança que requer mais atenção a métodos, muito treino e experiência.

A intenção do feedback negativo é interromper um comportamento que não está de acordo com o propósito da empresa, do departamento ou de uma tarefa. Nunca pode ser utilizado para o gestor desabafar sua raiva ou frustrações em cima do empregado.

Sempre deve ser feito em particular e seguir uma estrutura que esclareça qual propósito não foi cumprido, que ação específica resultou na necessidade do feedback e qual compromisso o funcionário estabelecerá para que esse ato não volte a acontecer.

Deve ser um diálogo firme, mas feito com muita educação e domínio emocional dos envolvidos: gerente e funcionário.

A principal função de um líder é desenvolver outros líderes, e o feedback é uma ferramenta para isso. Quando bem aplicado, amadurece o funcionário, recupera aquele que está saindo dos trilhos e lhe dá clareza a respeito do que se espera dele.

Por isso a necessidade de método e muito treino nessa competência.

O importante é que todos estejam informados e seguros de suas responsabilidades. E sejam alertados quando isso não ocorre.

Ninguém consegue gerar resultados duradouros sendo desrespeitado continuamente. Portanto, se quisermos entregar com excelência os produtos aos clientes, e o resultado aos acionistas, temos de ajudar nossos funcionários a trabalhar com os mais altos padrões, mas em um ambiente de respeito e camaradagem. Principalmente nos momentos de feedback.

 

Silvio Celestino É coach de gerentes, diretores e CEOs desde 2002. Também atende a executivos que desejam assumir esses cargos. Possui certificação e experiência internacional em coaching. Foi executivo sênior de empresas nacionais e multinacionais na área de Tecnologia da Informação. Empreendedor desde 1994.

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