Ao demitir, o líder deve cuidar dos que ficam

Em momentos de crise, as empresas precisam reduzir suas operações e isso significa, na maioria dos casos, demitir pessoas. Não há como fazer isso sem afetar o clima organizacional e provocar grande perda de confiança nos que ficam. Afinal, não é fácil para os funcionários ver colegas de trabalho partirem sem sentir tristeza e perda de energia. Para piorar, infelizmente, alguns ficam buscando evidências de que a crise ainda vai gerar mais demissões e consomem tempo em conversas infrutíferas.

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Em momentos de crise, as empresas precisam reduzir suas operações e isso significa, na maioria dos casos, demitir pessoas. Não há como fazer isso sem afetar o clima organizacional e provocar grande perda de confiança nos que ficam. Afinal, não é fácil para os funcionários ver colegas de trabalho partirem sem sentir tristeza e perda de energia. Para piorar, infelizmente, alguns ficam buscando evidências de que a crise ainda vai gerar mais demissões e consomem tempo em conversas infrutíferas.

A causa disso é que, apesar de ter seu emprego preservado, as pessoas sentem-se desmotivadas, com medo da mudança e do futuro. Elas precisam de um novo rumo, que lhes ofereça um norte a seguir.

É importante que a empresa, ao enfrentar momentos de contração econômica, lembre-se de fortalecer aqueles que ficarem após um processo que gerar demissões. São eles que vão conduzir a companhia, de acordo com o novo rumo estabelecido e, por isso, precisam de apoio.

Em primeiro lugar, devem recuperar a autoestima e a motivação. É evidente que, em meio a uma crise, estar inseguro de que será capaz de ser relevante para a empresa é um sentimento comum. Entretanto, a companhia não pode deixar de fortalecer seu vínculo com aqueles que ficaram e mostrar que confia neles para solucionar a crise em que se encontra.

Para isso, devem ser motivados para aprender com a mudança e enxergar com clareza o novo rumo desejado pela companhia. Não é fácil motivar-se nesse contexto e, portanto, os gestores devem conversar com os profissionais, oferecer-lhes informações claras e abundantes e, quando possível, novos conhecimentos e insights para lidar com o desafio.

O fundamental é que enxerguem com clareza e coragem seu futuro dentro da empresa. E que a recuperação da companhia seja tão rápida quanto possível, para que postos de trabalho sejam recuperados, a motivação retorne e ela possa cumprir seu propósito perante seus clientes, acionistas e a comunidade.

Mesmo diante de um momento difícil, esses são excelentes motivos para perseverar em um novo rumo.

Vamos em frente!

Silvio Celestino

É coach de gerentes, diretores e CEOs desde 2002. Também atende a executivos que desejam assumir esses cargos. Possui certificação e experiência internacional em coaching. Foi executivo sênior de empresas nacionais e multinacionais na área de Tecnologia da Informação. Empreendedor desde 1994.