Tá caro pra caramba! Ou será que está barato?

Para desmistificar o preço dos seguros de automóveis, analisamos sua composição

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Apesar do título quase engraçadinho do blog, não vou discutir se o preço do seguro no Brasil está caro ou está barato. Mas que tal tentarmos entender como as seguradoras chegam ao valor do seguro? Na verdade, essa é uma conta que inclui uma infinidade de parâmetros e informações. Como nosso espaço é pequeno, vou abordar apenas os mais importantes.

Um importante  dado utilizado pelas empresas é a massa segurada. Quanto mais segurados se tem em determinada região, mais o risco está pulverizado e maior arrecadação de receita para a seguradora– consequentemente – mais margem a seguradora tem para precificar seu seguro.

E já que toquei no tema região, é bom entender como isso funciona. Nas grandes cidades e em suas periferias mais populosas, a maior parte das seguradoras usam o conceito de microrregião. Ou seja, as análises levam em conta o CEP do segurado, variando de rua para rua. Mas é bom lembrar que as macrorregiões nunca ficam de fora da conta, havendo diferenças entre municípios, estados e até as regiões do país, propriamente ditas.

Nesses casos, o que diferencia as regiões – micros e macros, não importa – é o índice de sinistralidade (colisões, roubos, furtos etc.) ou mesmo a estratégia comercial de uma seguradora, que para ganhar ou recuperar mercado, pode desenvolver campanhas agressivas de preços.

Por fim, entre os pontos mais importantes que compõem o preço do seu seguro, está o perfil. Já publiquei há algumas semanas um blog específico  sobre o perfil do segurado e sua importância.

Enfim, juntando todas essas informações, a gente começa a entender porque o seguro do carro popular mais vendido do Brasil em 2014, para uma mulher casada com mais de 25 anos, em Minas Gerais, custa em média R$ 2.550, enquanto um homem solteiro de São Paulo, com a mesma idade e o mesmo carro, tem que pagar R$ 3.820.

Esses valores, na verdade, são os preços médios baseados em mais de 300 mil cotações de seguro realizadas nos últimos seis meses.

 

Até semana que vem.

Rafael Monsores