Quem é você?

Entre as muitas variáveis existentes na contratação de uma apólice, o perfil do segurado é um conjunto de informações cruciais para a precificação e até a aceitação do cliente por parte da seguradora.

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Quantos anos você tem? Já fez alguma cirurgia? Quem dirige seu carro? Você tem filhos? Saiba que essas são apenas algumas perguntas que ao contratar um seguro, seja para o seu automóvel, sua casa, de vida ou seguro saúde, você precisa responder. E essas informações são tão importantes que vão influenciar diretamente no preço do seu seguro.

O risco é, tecnicamente, o objeto do seguro. E reúne basicamente, duas coisas: a probabilidade de acontecer e a dimensão do  impacto resultante de sua ocorrência.   A função do seguro é restabelecer o equilíbrio econômico, por meio de indenização monetária quando o risco se materializa. Fácil de entender não é?

Ao contratar um seguro, você responde um questionário que pode mudar de nome de seguradora para seguradora. No caso de seguros patrimoniais, como o de carros, geralmente é chamado de Questionário de Avaliação de Risco. Para os seguros saúde e de vida, são as Declarações Pessoais de Saúde, as DPS. Enfim, eles podem até mudar de nome, mas todos tem o mesmo objetivo: permitir que a seguradora entenda o segurado – além de dados pessoais, suas rotinas e comportamentos – e consiga, assim, avaliar corretamente os riscos e precificar seu seguro.

Mas como você, que pretende contratar um seguro, deve se comportar em relação a esses questionários?  Simples e objetivamente: diga a verdade, toda a verdade, nada mais que a verdade. Porque caso você necessite acionar a seguradora e as circunstâncias do risco – acidente, doença, roubos ou furtos – não forem compatíveis com as suas respostas, há uma chance enorme de não haver pagamento de indenização.

Nos dos seguros de carro, por exemplo, é fundamental identificar corretamente os condutores do veículo. E caso haja mudanças durante a vigência da apólice – passou a usar o carro para trabalhar ou seu filho completou 18 anos e também utilizará o veículo – você deve informar a seguradora imediatamente ou pode não estar coberto quando acontecer um problema.

É claro que ainda há muitas informações sobre o perfil do segurado. Mas, para não alongar demais esse texto, certamente voltarei ao assunto. O post da semana que vem será sobre a utilização de peças originais no conserto de veículos e a nova ‘Lei do Desmanche’. Até lá.

Rafael Monsores