Para quem quer poupar…

Economizar é sempre algo muito importante. E com o seguro não é diferente.

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Uma das razões para que o seguro, de forma geral, no Brasil ainda tenha poucos adeptos, frente às possibilidades do mercado é uma certa falta da cultura da prevenção. Outra razão é um certo medo dos custos, do preço do seguro. Curiosamente, esses dois fatores se juntam em frases como “pra quê gastar dinheiro com isso, não vai acontecer nada mesmo”.

A modalidade mais difundida no Brasil é o seguro de automóveis. E se você ainda está na dúvida se deve ou não contratar uma apólice, se está com medo do preço do seguro, reuni algumas dicas de como é possível economizar. E sem perder qualidade de atendimento e de serviços.

Se você ainda não comprou seu carro, a primeira coisa é saber quais os modelos preferidos dos ladrões. A razão é simples: quanto mais visado é um modelo de automóvel, mais caro será seu seguro. Uma boa fonte de consulta é o site do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi). Lá você vai encontrar o índice de segurança de quase todos os veículos vendidos no Brasil.

O próximo passo é básico: pesquisa de preços. Use e abuse da internet, hoje na rede temos acesso direto às comparações por marcas, serviços, coberturas e preços. Quanto mais informação você conseguir, melhor será a base da sua decisão. Mas é bom tomar cuidado com os serviços acessórios, como chaveiros, descontos em outros serviços como estacionamentos etc. Avalie se são úteis mesmo  e lembre-se que você está, na verdade, contratando um seguro e que não existe almoço grátis. Tenha essa lista de benefícios no bolso e a use como desempate entre propostas iguais ou semelhantes.

Outra coisa fundamental é o perfil do segurado. Já publiquei aqui um post só sobre o perfil e o que disse lá continua valendo: preencha os formulários de forma muito cuidadosa e diga sempre a verdade, somente a verdade. Porque boa parte do preço do seguro está associado ao seu perfil: local onde mora, forma de utilização do veículo, quem são os condutores e todas as outras informações solicitadas. Além de calcular corretamente os riscos e o preço do seguro, se algo estiver errado no preenchimento do perfil, o cliente pode não receber a indenização quando necessário.

Um detalhe importante é o valor da franquia do seu seguro. Quanto maior a participação do segurado no pagamento do prejuízo, menor será o preço do seguro. Esse valor é definido na proposta e consta da apólice, mas é preciso avaliar (como sempre) quais são suas necessidades. Portanto, a opção de franquia “reduzida”, faz o preço do seguro ficar mais alto, porém, no momento do acidente, para o conserto do carro, o desembolso por parte do segurado será menor.

Pra terminar, uma boa notícia: a inflação do mercado de seguros no último ano foi menor que a inflação real. Ou seja, ainda que o valor absoluto da apólice tenha crescido, houve redução real dos preços.

Até a próxima semana.

Rafael Monsores