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A Petrobras, que mesmo depois da crise é dona da maior apólice de seguros feita no Brasil, finaliza o processo de concorrência do seu programa de seguro, que pela primeira vez foi fatiado para atrair mais seguradoras. Até então, o programa de seguro era feito num só lote: riscos operacionais (as refinarias e plataformas onshore), riscos de petróleo (plataformas offshore), transporte de carga e responsabilidade civil, que cobre o danos que a estatal possa causar a terceiros. O seguro Directors& Officers (D&O), que cobre os executivos acusados de má gestão, é contratado em uma apólice específica.
Nesta concorrência, a petrolífera dividiu o contrato por segmentos. Com isso, uma seguradora que não é especialista em riscos de petróleo, pode concorrer para ofertar seguros de transportes, por exemplo. Os envelopes foram entregues no início de outubro. O assunto tem sido tratado a sete chaves, apesar de ser um empresa estatal e a contratação ser por meio de concorrência pública.
Até onde consegui apurar com fontes que pediram anonimato, a Chubb venceu por menor preço o seguro das plataformas onshore e offshore. Mas só será declarada vencedora depois da análise técnica da proposta e também após a checagem de toda a documentação exigida. O que, provavelmente não haverá problemas, uma vez que os profissionais da Chubb, ex-ACE e ex-Itaú XL, já foram os gestores do contrato de seguros da petrolífera.
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Por se tratar de um risco volumoso, praticamente 90% do contrato de seguro é repassado ao exterior, em forma de resseguro, o seguro da seguradora. A AON é a corretora responsável pela colocação do risco no exterior e a Willis assessorou a Petrobras no desenho do programa de seguros no Brasil, bem como na colocação dos riscos com as seguradoras locais.
A Petrobras possui 13 refinarias, com capacidade para processar 2,1 milhões de barris de petróleo por dia. O Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões, sendo 82% deste valor para a área de Exploração e Produção. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e a projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural.