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Nesta quinta-feira, dia 2, o grupo Bradesco Seguros abre a temporada de divulgação de balanços 2016 do mercado segurador. Depois temos Porto Seguro (6), Itaú (7), BB Seguridade (13) e SulAmérica (21). Já as companhias de capital fechado costumam divulgar as demonstrações financeiras nos últimos dias de fevereiro. A maioria no ultimo dia do prazo dado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A expectativa é que os balanços tragam crescimento das vendas, porém deteriorização no lucro. O estudo aponta que o lucro líquido de 2016 deverá apresentar um decréscimo de aproximadamente 15% sobre 2015, diminuindo a lucratividade sobre o Patrimônio Líquido Final para um patamar inferior a 20%. “Diminuiu, mas ainda continua positivo no global, com algumas seguradoras apresentando resultados negativos”, ressalta o consultor Flávio Faggion, presidente da Siscorp.
Ele explica que o resultado financeiro de 2016 não repetirá o desempenho de 2015, apresentando uma queda por volta de 2,7% sobre 2015, mesmo com o crescimento real do volume de aplicações de 11,8% sobre 2015. “É bem provável que em 2017 a representatividade do resultado financeiro não será recuperada”, comenta. O resultado das operações (resultado antes do financeiro e do patrimonial) deverá apresentar uma redução significativa em relação à 2015 (decréscimo de 19%).
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Sem considerar as operações de capitalização e de saúde e atualizando os números pelo IGPM, o volume de recursos administrados pelo mercado segurador continuará com crescimento (10,4% em 2016/2015), inclusive superior ao de 2015 sobre 2014, decorrente do aumento das provisões técnicas. As provisões técnicas (seguros e previdência) passarão a representar 11,9% do PIB em 2016, quando em 2015 eram de 11%.
Os prêmios de seguros mais as contribuições de previdência terão crescimento praticamente nulo (0,1% em 2016/2015), mesmo assim superando algumas expectativas anteriores. O VGBL e o Rural foram os destaques positivos e o seguro de automóvel o negativo, destaca o especialista em dados financeiros do setor.
O resultado dos prêmios mais contribuições, após as parcelas destinadas ao resseguro e as provisões técnicas, apresentará em 2016 um decréscimo de 4,3% sobre 2015 (+1,6% em 2015/2014). Os sinistros de seguros deverão manter, praticamente, os mesmos patamares de 2015.
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“De uma maneira geral, o desempenho do mercado foi pior, quando comparado com anos anteriores, mas ficou acima das expectativas iniciais, e muito bem posicionado em relação à outras atividades classificadas como Serviços na composição do PIB”, conclui Faggion.