Onde investir em 2017?

Resposta para a pergunta depende do perfil do investidor, mas há boas opções mesmo em cenário de queda nos juros

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Em muitas palestras, os investidores me questionam onde investir em 2017?

Primeira resposta é: Depende do seu perfil de investidor.

Conservador – Renda Fixa
Moderado – Terá uma pequena exposição em renda variável. Maior parte em renda fixa.
Agressivo – Para um perfil agressivo, a exposição a renda variável é maior (até 25%), que pode ser via fundos de investimentos ou diretamente em ações e/ou carteiras recomendadas.

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Dito isso, muitos tem me questionado sobre taxas de juros, inflação e onde investir?

Analisando um cenário de Selic (taxa de juros) em 1 dígito no final do ano, entre 9% e 9,5% (acredito numa Selic mais próxima a 9% do que 9,5%), muitos investidores estão com receio de menores taxas de juros para remunerar o seu investimento. Saímos de CDBs emitidos por bancos médios entre 18% e 19% pré-fixados em 2015, para taxas mais próximas a 10% hoje em dia. Muito disso por conta da probabilidade cada vez maior de uma taxa de juros mais baixa, por conta de inflação menor e obviamente a crise que vivemos, 2 anos recessivos.

Sobre a inflação, acredito sim, numa taxa mais próxima ao centro da meta de 4,5% em 2017, e mudanças no centro da meta, redução, nos próximos anos. Na semana passada, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, mencionou em um evento em São Paulo, que no futuro próximo, a meta de inflação deverá ser reduzida para 3%.

Como o Banco Central trabalha com juros reais entre 4% e 5%, poderemos ter sim uma taxa Selic abaixo da última que tivemos em 2013 (7,25%).

*juros reais – É o diferencial entre a taxa de juro efetiva reduzida pela taxa média da inflação durante o tempo de aplicação.

Ou seja, voltando a falar de juros reais, se tivermos uma inflação nos próximos anos de 3%, poderemos ter uma Selic de 7%, juros reais de 4%.

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E como ficam os seus investimentos nesse cenário?

Em cenário de juros em queda, os fundos multimercados são extremamente interessantes, mais voltados para perfis moderados e agressivos. Abaixo demonstro uma tabela com dados históricos compilada pela XP Investimentos (Equipe de Fundos de Investimento), com a média dos fundos multimercados, medido pelo índice IFMM, calculado pelo BTG Pactual.

A tabela apresenta um melhor desempenho dos fundos multimercados em ciclos de corte de taxa básica de juros (Selic), e, consequentemente, queda dos juros de mercado. Em contrapartida, esse índice costuma apresentar um desempenho abaixo do CDI em ciclos de aumento de juros, conforme observamos na tabela abaixo.

O último ciclo de alta (desde abril/2015) foi exceção, com o IFMM entregando um resultado em linha com o benchmark, muito em função de alguns fundos multimercados, que tiveram ganhos significativos com a depreciação cambial (aumento do dólar).

Outro ponto que reitera essa análise, é que os diversos fundos multimercados apresentaram desempenho bem acima do CDI no mês de janeiro:

Juros Nominais | DI Futuro

Fonte: XPI

Juros Reais | NTN-B

Fonte: XPI

Só pra ter uma ideia, em janeiro de 2017, consigo citar 10 fundos multimercados com desempenho acima de 175%, alguns atingiram mais de 430% só no mês de janeiro de 2017.

Assim, a resposta para quem está receoso com menores investimentos com a queda de juros, existem sim diversas aplicações interessantes. Resolvi falar hoje sobre fundos multimercados, no próximo falarei sobre a minha visão otimista para a bolsa brasileira e ativos e setores interessantes.

Aproveite o momento para investir.

Celson Placido