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Impulsionados pelo maior acesso à informação, pelo envelhecimento da população e pela crescente preocupação com qualidade de vida, cada vez mais brasileiros passaram a enxergar a atividade física como uma ferramenta de prevenção.
Essa mudança aparece nos dados: segundo o Vigitel, do Ministério da Saúde, a proporção de adultos que praticam atividade física no tempo livre passou de 30,3% em 2009 para 40,6% em 2023.
No Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, essa reflexão ganha ainda mais relevância.
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Cada vez mais pessoas entendem que investir em atividade física, alimentação equilibrada, recuperação, sono e acompanhamento profissional é uma forma de preservar o bem mais valioso que possuem: a própria saúde.
Essa mudança de comportamento também está transformando uma cadeia inteira de negócios.
O Brasil já possui mais de 34 mil academias, sendo um dos maiores mercados fitness do mundo em número de estabelecimentos.
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Ainda assim, apenas cerca de 4,6% da população frequenta academias regularmente, o que evidencia o enorme potencial de expansão do setor à medida que a prevenção ganha espaço na rotina dos brasileiros.
O movimento vai além do universo fitness. Segundo o Global Wellness Institute, o mercado brasileiro de wellness já movimenta cerca de US$96 bilhões, consolidando o país como o maior mercado da América Latina e o 12º maior do mundo.
Globalmente, a economia do bem-estar alcançou US$6,8 trilhões em 2024 e deve se aproximar de US$10 trilhões até 2029, impulsionada principalmente pelo envelhecimento da população e pela busca crescente por longevidade e qualidade de vida.
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Há uma mudança profunda no perfil do consumidor
Cada vez mais pessoas chegam à academia não porque receberam um diagnóstico, mas porque querem evitá-lo. Buscam envelhecer com autonomia, manter energia para trabalhar, viajar, brincar com os filhos e preservar a capacidade física ao longo dos anos.
Essa transformação não impacta apenas a qualidade de vida das pessoas, mas também a economia.
Segundo estimativas do World Obesity Atlas 2023, mantidas as tendências atuais, as doenças relacionadas ao excesso de peso deverão gerar cerca de US$22 bilhões em custos diretos e indiretos ao Brasil até 2030.
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Em uma escala ainda maior, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) projeta que as doenças crônicas e os transtornos mentais custarão mais de US$7,3 trilhões à América do Sul entre 2020 e 2050, considerando despesas com saúde e perda de produtividade.
Esses números reforçam uma lógica cada vez mais evidente: prevenir custa menos do que tratar.
Além de reduzir a incidência de doenças crônicas, uma população fisicamente ativa reduz a pressão sobre os sistemas público e privado de saúde.
Como o mercado fitness está mudando
Essa nova mentalidade também redefiniu a estratégia das empresas do setor. Durante muito tempo, as academias competiam por localização, preço ou quantidade de equipamentos.
Hoje, a disputa acontece pela experiência oferecida ao cliente.
Personalização, tecnologia, inteligência de dados, acompanhamento multidisciplinar e protocolos de recovery deixaram de ser diferenciais para se tornarem ativos estratégicos de retenção, fidelização e geração de valor.
Leia também: Do fitness ao wellness: porque academias precisaram virar plataformas de bem-estar
Na Les Cinq Gym, essa transformação começa antes mesmo do primeiro treino. Cada aluno passa por uma avaliação individualizada que considera histórico de saúde, rotina, limitações físicas e objetivos pessoais.
A partir daí, construímos um programa personalizado, porque quando falamos em prevenção não existe solução única. Quanto maior a personalização, maiores são a segurança, a aderência ao treinamento e a sustentabilidade dos resultados.
O hábito continua sendo o maior diferencial
Apesar dos avanços tecnológicos, continuo acreditando que o maior diferencial continua sendo o acesso e a consistência. Não existe inovação capaz de substituir hábitos saudáveis construídos ao longo do tempo.
Treinar regularmente e manter uma rotina equilibrada ainda são as estratégias mais eficientes para quem deseja viver mais e melhor.
Leia também: Como as comunidades fitness se tornaram hubs de estilo de vida 360°
No fim, talvez a maior transformação esteja justamente na forma como passamos a medir riqueza.
Cresce a percepção de que o verdadeiro privilégio é chegar aos 60, 70 ou 80 anos com autonomia, energia e qualidade de vida, e perceber que esse é um dos investimentos mais inteligentes que alguém pode fazer para o próprio futuro.