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Com mais de 25 anos atuando no mercado fitness e fundador da pioneira academia de luxo Les Cinq Gym, aprendi que eventos como o Arnold Sports Festival South America não são apenas feiras de negócios: são termômetros do que o cliente, cada dia mais exigente, espera encontrar em academias e em marcas do segmento.
A edição de 2026, que movimentou impressionantes R$ 1,2 bilhão e mais de 110 mil visitantes, confirmados pela Savaget Group, a organizadora do maior evento multiesportivo da América do Sul, consolidou uma mudança de paradigma: o wellness não é mais um extra, é o eixo central que, ainda que o consumidor possa não ter consciência, está transformando a forma como o mercado o vê.
Para quem opera no segmento premium, o foco saiu da estética pura e migrou para a performance assistida e longevidade monitorada.
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O Arnold 2026 deixou claro que o público de alto poder aquisitivo não quer apenas “puxar ferro”.
O painel sobre O Novo Premium no Congresso de Gestão, no qual participei, como referência no segmento de atendimento de alto padrão, confirmou o que vivemos no dia a dia: o cliente hoje busca por experiência de alto nível.
A musculação agora divide espaço com salas de neurociência e saúde integrativa. O uso de IA (Inteligência Artificial) para interpretar métricas de saúde (sono, variabilidade da frequência cardíaca e níveis de glicose) transformou o treino em uma com um olhar próximo ao clínico.
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Embora as grandes redes continuem crescendo, o Arnold 2026 validou o sucesso dos Centros de Treinamento (CTs) de nicho.
O cliente de luxo quer exclusividade, mas também quer pertencer a um grupo com identidade marcante.
A personalização extrema e o relacionamento próximo são as ferramentas contra a “comoditização” do fitness. Academias que operam como clubes de alta performance são as que apresentam as melhores métricas de retenção.
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Como fundador de um negócio de luxo, vejo que o nosso papel mudou: não entregamos mais apenas equipamentos de ponta, mas sim uma curadoria de saúde. O Arnold South America 2026 provou que o mercado brasileiro amadureceu.
Quem não entender que o fitness agora faz parte de um ecossistema maior de ciência, saúde mental e física e experiências exclusivas, ficará para trás no “velho fitness”.