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Se a sua marca ainda acredita que pode construir relevância sem começar pelo social, talvez esteja operando para um mundo que já não existe. As redes sociais se tornaram o principal ambiente de interação entre pessoas e marcas, o espaço onde opiniões se formam, comportamentos e tendências emergem e narrativas ganham escala.
Depois de anos acompanhando as grandes viradas da comunicação, é evidente para mim que chegamos a mais uma: a era em que pensar estratégia exige, inevitavelmente, pensar Social First.
Ao longo da minha trajetória, vivi múltiplas transformações do mercado. Comecei num momento em que o offline era soberano; a internet chegou como uma disrupção transformadora, que abriu espaço para o surgimento das primeiras agências digitais.
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Depois, testemunhei o nascimento das estruturas especializadas em social e conteúdo, quando as marcas perceberam que presença não bastava, era preciso conversar, entreter, participar da cultura.
Mais recentemente, mergulhei no universo dos influenciadores e da creator economy, onde a construção de marca acontece em cocriação e imersão cultural. Cada fase trouxe uma nova disciplina, uma nova forma de operar e, sobretudo, a necessidade de especialização.
Hoje, como VP de uma agência do grupo que acredita exatamente na convergência entre conteúdo, social e influência, vejo com clareza que o Social First é o próximo passo natural dessa evolução.
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Não se trata de mais um conceito de marketing ou de uma moda; trata-se de uma nova forma de pensar estratégia. É partir do lugar onde as conversas realmente acontecem e onde a cultura se manifesta primeiro. O social deixou de ser um canal e tornou-se o próprio contexto das marcas.
É por isso que trabalhar com o framework CSI – Conteúdo, Social e Influência se tornou essencial. O conteúdo define a narrativa, o social define o ambiente e a influência garante a distribuição cultural. Nada disso funciona de forma isolada. CSI é uma engrenagem: quando um dos elementos está desalinhado, o impacto se perde; quando todos operam juntos, a relevância acontece naturalmente.
Campanhas pensadas fora desse ecossistema tendem a ser adaptadas, enquanto campanhas que nascem nele fluem com naturalidade. O social exige linguagem própria, códigos específicos, velocidade e leitura cultural.
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Nada é estático: tendências surgem e desaparecem em dias, creators se tornam veículos de distribuição imediata e comunidades validam, ou rejeitam, narrativas com honestidade brutal. Nesse cenário, não dá para operar como se a conversa estivesse acontecendo em outro lugar.
Também não é verdade que Social First significa falar mais ou “postar o tempo todo”. Significa falar certo, no ritmo da cultura e com autenticidade. Significa criar conteúdo nativo e não adaptado. Significa estar próximo das comunidades, e não apenas das plataformas. E significa tratar creators como parceiros de longo prazo, não como entregadores de posts. É uma mudança de postura, não de volume.
E sim, métricas importam, mas elas são consequências, não o ponto de partida. Social First não é uma busca cega por likes ou viralizações; é um modelo que combina relevância cultural com indicadores vivos, como intenção de compra, busca incrementada, engajamento qualificado e conversas espontâneas. A performance acontece quando há verdade, narrativa e contexto.
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A beleza e a provocação por trás dessa lógica é que muitas marcas já são Social First sem perceber. Se você já busca insights no social para ajustar campanhas, entender seu consumidor, antecipar movimentos da concorrência ou captar sinais culturais, você já está, ainda que intuitivamente, colocando o social no centro da estratégia. A diferença é que fazer isso de forma intencional multiplica o impacto.
Social First não é sobre acompanhar a cultura.
É sobre participar dela.
É sobre construir no mesmo ritmo em que o comportamento se transforma.
É sobre entender que relevância não é conquistada apenas com grandes campanhas, mas com presença inteligente.
E, acima de tudo, é admitir algo simples: hoje, a cultura acontece no social.
E qualquer marca que queira verdadeiramente fazer parte dessa cultura precisa começar exatamente de lá.