O que esperar do consumo de conteúdos em vídeo?

Assistimos hoje a uma disputa pela atenção entre redes sociais e plataformas de streaming, movimento que acelera o surgimento de novos modelos de negócio no audiovisual

Luiza Maggessi

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Em tempos de altíssimo consumo de vídeos na internet via redes sociais, é possível observar uma mudança na forma que consumimos entretenimento. De vídeos curtos a produções completas de filmes séries, microdramas, cada vez mais, conectando usuários de plataformas de streaming as redes sociais. Esse novo ecossistema oferece uma multiplicidade de fontes, formatos e jornadas de consumo e possibilita quem não assistiu o conteúdo mais longo, ser impactado por vídeos curtos em plataformas social​ a ponto de querer ir até a plataforma global de streaming para ficar por dentro daquele conteúdo.

As gerações Z e Alpha são protagonistas desse cenário: sua preferência por formatos rápidos, que gerem identificação se reflete no sucesso do TikTok, Instagram, Kwai e YouTube Shorts. Dados de 2025 apontam que mais de 70% dos jovens acessam conteúdos audiovisuais diariamente nessas plataformas, escolhendo vídeos curtos de criadores de conteúdo como principal referência de entretenimento. Por outro lado, cresce também o consumo de filmes e séries por streaming (como Netflix, Prime Video e Globoplay, entre outras), que concentram participação significativa entre as classes ABC, com 72% dos usuários, que consomem mais conteúdos pelas plataformas digitais do que pela televisão tradicional.​

Não é de hoje que que as novas gerações tem uma jornada de consumo de conteúdos em vídeo marcada pelo uso simultâneo de múltiplas telas e plataformas. Inclusive, boa parte dos jovens de até 24 anos, descobre novos filmes, séries e novelas em cortes, trailers ou episódios mostrados pelos feeds das redes sociais, scrollando entre plataformas e interagindo com conteúdos originais e adaptados, muitas vezes alternando entre o mobile e a TV conectada. O protagonismo dos vídeos verticais e microdramas mostra o potencial dos formatos inovadores, especialmente para quem é nativo digital.​

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Nesse cenário, a chegada da TV 3.0 marca um ponto de inflexão: essa nova geração de televisão aposta na convergência entre sinal digital, internet, interatividade e personalização, permitindo uma experiência multiplataforma. Os recursos avançados possibilitam publicidade segmentada, recomendações dinâmicas e integração com apps, aproximando cada vez mais a lógica da TV aberta ao universo dos streamings e redes sociais, numa disputa direta pela atenção desse público.

Dessa forma, o audiovisual se estrutura em torno de uma jornada hiperconectada, mais fluida e multiplataforma, onde as fronteiras entre TV, redes sociais e streaming precisa ser quase inexistente e tudo precisa se integrar. Ao mesmo tempo que esse movimento acontece, plataformas e canais buscam se reinventar incessantemente, mostrando que o futuro do consumo está em ofertar experiências audiovisuais personalizadas, interativas e integradas. Sem fricção.

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Luiza Maggessi

Luiza Maggessi é uma executiva com mais de 20 anos de experiência no mercado audiovisual, tendo atuado em agências como GiovanniFCB, DM9 e NBS, além de clientes como o GrupoEBX, e produtoras como Zeppelin Filmes. Já acumula mais de 10 anos de atuação no mercado da creator economy, tendo passado por empresas como Webedia Brasil e NWB (Dona das marcas de Conteúdo Desimpedidos e Acelerados), onde foi  COO e liderou operações e projetos estratégicos com criadores, como a Supercopa Desimpedidos. Atualmente, é VP da PlayAction, produtora de conteúdo audiovisual do Play9 Content Group, onde lidera operações e o desenvolvimento de conteúdos publicitários e always on multiplataforma, além de conteúdos originais para marcas, plataformas e criadores.